Saúdo também os amigos citados, pela amizade que atravessou o tempo.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
ADVOGADOS
Saúdo também os amigos citados, pela amizade que atravessou o tempo.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
ESPAÇO ABERTO
segunda-feira, 26 de março de 2012
ESPAÇO ABERTO

Agora que tenho “muito” tempo livre, venho acompanhando mais de perto as redes sociais (quem diria né...) e entre algumas coisas interessantes, e outras nem tanto, tenho dado boas risadas, mas principalmente, tenho aprendido a identificar o estado de espírito das pessoas no momento em que “postaram” alguma coisa e também que a língua esfacela-se on-linemente.
Alguns me causam surpresa, por estarem continuamente revoltados com tudo, com todos, e o que mais me intriga, com eles mesmos! Outros estão sempre alegres e prontos para publicarem coisas sérias, assuntos interessantes ou hilários, bons conselhos, e principalmente, palavras de apoio, de fé e de compreensão.
Há ainda, aqueles que utilizam uma arma, a meu ver, mortal para o conhecimento e para a cultura. O Ctrl C e o Ctrl V. Esta arma, poderosíssima, destrói qualquer possibilidade de raciocínio. Anula qualquer resquício de inteligência. Liquida sinapses e neurônios. Não é preciso pensar. Copiar, colar, omitir o autor da frase ou do texto, e como se fosse num passe de mágica, está ali para quem quiser ver, ou ler... E crê que lendo dirão: ficou mais inteligente. Pior ainda é achar que os outros acreditam que “aquilo” tenha saído da sua cabeça.
Outros ainda são só, kkkkkkkkk’s, rsrsrsrsrs’s, palavras com aaaaaaaaaaaaaaaaaa’s, oooooooooooooo’s, etc. Estes me parecem, realmente não ter o que escrever e ficam repetindo somente as formas mais usuais... e mais burras!
Ah, e o PORTUGUÊS..., pois é..., o português! A agressão à língua pátria é um assunto sério... Muito embora se admita a utilização de abreviações, símbolos, sinais, etc., a correta ortografia, e a concordância verbo nominal não podem ser simplesmente jogadas na lixeira. Preposições, advérbios e conjunções, são assassinados e triturados com uma voracidade impressionante. Não há licença poética que resista!
Enfim, não quero me arvorar em ser inteligente, professor de boas maneiras – reservo isto para a Gloria Kalil – e muito menos professor de português, aliás, esta minha pequena Crônica, está, com certeza, eivada dos mesmos erros que critiquei acima. Mas... meus amigos, eu inclusive, devemos tomar mais cuidado com o que expressamos, ou com o que escrevemos, ou, principalmente, como escrevemos?.
Quem participa das redes sociais deve estar ciente, de que tudo que ali é escrito, de uma forma ou de outra, torna-se público, e traduz como se fosse um espelho o que vai pelo nosso espírito, e aquilo que aprendemos..., ou deixamos de aprender.
Um abraço e Boa Semana a todos,
VIVAM EM PAZ!
João Carlos Anderson
segunda-feira, 25 de julho de 2011
ESPAÇO ABERTO

VOU TENTAR “ACOLHERAR” OS FATOS E COM A AJUDA DE TODOS VAMOS REMONTAR E RECONTAR A HISTÓRIA.
NOS IDOS DE 68 OU 69, FUI MORAR NA RUA CARMELO RANGEL QUASE ESQUINA DA COSTA CARVALHO, E NA ESQUINA TINHA UMA “VENDA” (MERCADINHO) QUE O DONO ERA O “SEO PEDRO”, UM VÉIO MEIO MALUCO QUE ERA TAMBÉM APICULTOR E REPRESENTANTE DA ÁGUA MINERAL DORIZON (AQUELA QUE PEIDARAM DENTRO)...
ALÍ, UM DIA COMPRANDO PAPEL DE SEDA PARA FAZER BALÃO (NAQUELA ÉPOCA NÃO ERA PROIBIDO) CONHECI UM BAIXINHO (ELE JÁ FUMAVA) E ENTRE UM “OPA” E OUTRO FOMOS FAZENDO UMA AMIZADE QUE DUROU ATÉ O SEU FALECIMENTO HÁ POUCO TEMPO, E DA QUAL SINTO FALTA ATÉ HOJE.
O “TAL” BAIXINHO ERA O MANUEL VICENTE DE CASTRO MAIS CONHECIDO COM “NECO
BALÃO”.
ATRAVÉS DELE, FUI CONHECENDO OS SEUS IRMÃOS E AMIGOS QUE MORAVAM NA COSTA CARVALHO E NA HERMES FONTES.
NA ESQUINA MORAVA OUTRO BAIXINHO QUE NÃO LEMBRO O NOME E TINHA UMA KOMBI, DO LADO DELE ONDE DEPOIS MOROU O XAXÁ, MORAVAM OS IRMÃOS MARCOS E MARCELO, CARIOCAS, QUE O PAI ERA PILOTO DE AVIÃO. MAIS PRA CIMA NA HERMES FONTES MORAVAM OS IRMÃOS SERGIO MACIEL, SILVIA E CARMINHA.
LEMBREM TODOS QUE ESTOU TENTANDO CONTAR COISAS QUE ACONTECERAM HÁ MUITO TEMPO, NÃO TENDO COMO OMITIR FATOS, PARA NÃO COMPROMETER A HISTÓRIA.
BOM, NAQUELA ÉPOCA A SILVIA (EXEMPLO DE MULHER) NAMORAVA O AMIR, E O SÉRGIO NAMORAVA A SANDRA, IRMÃ DO AMIR, E EU COMECEI A NAMORAR A VERA, PRIMA DO AMIR E DA SANDRA. O BAIXINHO DA KOMBI ERA APAIXONADO PELA SILVIA E O MARCOS ERA APAIXONADO PELA SANDRA...
ENTENDERAM O “IMBRÓGLIO”???...BOM, ACHO QUE EU TAMBÉM NÃO, MAS QUE VÁ!!!...
NESTE RUMO, AINDA TINHAM O PAULO IRMÃO DO AMIR ,O WILDY AMIGO DO SÉRGIO
MACIEL, O SÉRGIO PRIMO DO AMIR E O GEORGINHO. ALÉM DO GUILHERME QUE ERA PRIMO DO AMIR, E QUE O PAI ERA UM CORONEL DONO DE UM COLÉGIO, ACHO QUE ALÍ NA RUA WESTPHALEN.
VOU FAZER AQUI UM PARENTESES PARA FALAR DO “MALDITO” KITAZATO:
REUNÍAMOS-NOS ALÍ NA CASA DO SÉRGIO, E TINHAMOS ASSUNTO PARA TRATAR ATÉ O DIA DO JUÍZO FINAL... rsrsr
UM BELO DIA, ACHO QUE O AMIR JÁ TINHA SIDO “CONVIDADO” A SAIR DO COLÉGIO MILITAR, E ESTUDAVA(?) NO COLÉGIO DO PAI DO GUILHERME E O COLÉGIO PROMOVEU UMA GINCANA.
FIZEMOS UMA EQUIPE E NOS INSCRVEMOS COMO "EQUIPE 74", QUE ERA O NÚMERO DA CASA DO SÉRGIO MACIEL, E UMA DAS PROVAS ERA:
-TRAGA UM KITAZATO.
NINGUÉM SABIA QUE “MERDA” ERA AQUELA, É LÓGICO, AFINAL ÉRAMOS TODOS ÓTIMOS ESTUDANTES...rsrsr, MAS COM MUITO “RACIOCÍNIO” ENCONTRAMOS A SOLUÇÃO!!!
“POR APROXIMAÇÃO, KITAZATO LEMBRA CHEETAZATO QUE LEMBRA CHEESE QUE LEMBRA QUEIJO, ENFIAMOS DENTRO DO SACO DAS PROVAS UM PEDAÇO DE 1 KG DE QUEIJO E POR GARANTIA ENFIAMOS TAMBÉM 1 KG DE PRESUNTO”...
O RESULTADO DA GINCANA NÃO SEI, FICA PERDIDO NO TEMPO.
FECHA PARENTESES, E SEGUE A HISTÓRIA.
O AMIR MORAVA NUM PRÉDIO NA BISPO DOM JOSÉ ONDE MORAVAM TAMBÉM O JAMPO E O JAIME E A CASA DO SÉRGIO COMEÇAVA NA HERMES FONTES E TERMINAVA NA BISPO DOM JOSÉ, ABRINDO UM CORREDOR POR ONDE A “TURMA DE BAIXO” SUBIU PARA O MUNDO E FOI ENCONTRAR E SE FUNDIR COM A “TURMA DE CIMA” QUE SE REUNIA NO MURINHO E QUE JÁ TINHA ENTRE SEUS COMPONENTES ALÉM DO AMIR, O JAMPO, O XAXÁ, O DINHO, O NELSON, O ARMANDO, O GUIDO, O ROBERTO E TANTOS OUTROS...
DAÍ PARA TOMARMOS DE ASSALTO O BAR DA ESQUINA FOI UM “TAPA”...
MUITOS TAMBÉM ERAM DA NATAÇÃO DO CURITIBANO, E DE OUTROS ESPORTES, E CADA QUAL FOI TRAZENDO SEUS AMIGOS PARA SE FUNDIREM NUM GRUPO SÓ, O LES PAXÁ 74, QUE TANTAS GLÓRIAS ACUMULOU, E TORNOU-SE IMORTAL ATRAVÉS DESTE BLOG.
PARA CONTAR A HISTÓRIA DA “TURMA DE CIMA” E A SEGUNDA PARTE DA HISTÓRIA
CONVOCO O ARMANDO, O GUIDO E OS QUE SOUBEREM MAIS SOBRE O TEMA.
ET: HOJE, FUI VER NO GOOGLE O QUE É O TAL KITAZATO E DESCOBRI
QUE É UM TIPO DE BULE DE CAFÉ FEITO DE VIDRO, USADO EM QUÍMICA,
ENTRE PIPETAS E BICOS DE BUSEN...
GRANDE ABRAÇO E
BOA SEMANA A TODOS.
JOÃO "ALEMÃO" ANDERSON
segunda-feira, 23 de maio de 2011
JUSTA HOMENAGEM
Confiram...
Parabéns. Grande Abraço...
Clique para ampliar.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
PERSONAGEM LES PAXÁ
Xaxá, Zezo e o filho Renan.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
ESPAÇO ABERTO
**VINHOS NO BAR DO PACHÁ**
Aí o Zico liga, manda email, coloca no Facebook, divulga. O Armando coloca no blog, amigos trocam emails e todos se preparam para a degustação dos vinhos dos Bassetti.
Novidade à vista, curiosidade, enfim, uma degustação de vinhos é sempre um atrativo, ainda mais para apreciadores, como existem às centenas por aqui.
Em lá chegando, vemos 4 tipos de vinhos. E em todos, detalhes e peculiaridades que destacam cada um. E o vinho, este vinho que tanto conquista corações e paladares de apreciadores, lá está, aguardando para ser degustado, curtido, sentido, bebido.
E para quem gosta, “el vino puede sacar cosas que el hombre se calla”.
Um gole de “Villaggio Bassetti Sauvignon Blanc
Petiscos preparados com maestria pelo Zico combinam com a maestria do preparo do vinho: frescor e aromaticidade de uvas Merlot e Pinot Noir destacam o Sauvignon Blanc 2009.
O ambiente recheado de amigos, pessoas do bem que se conhecem e mantém o conhecimento de anos a fio.
Em outra taça, um gole de Villaggio Bassetti Rose 2009, um rosado que lembra os provençais, cercado de leve frescor do gelo, perfeito para degustar com sushi e sashimi. Não era o caso da noite do Zico, mas fica aqui a dica.
Marco fica feliz com os comentários dos vinhos, enquanto chega o Monteopioli 2009, um tinto envelhecido em barricas de carvalho de
E em meio a risadas e abraços, o Bar do Pachá segue a noite, com a degustação sendo apreciada e perguntas feitas aos proprietários, amigos que resolveram investir no negócio do vinho. E sério.
E em uma mesa, o Primiero 2008, o vinho premium dos Bassetti. A criança tratada a pão-de-ló. O Premium de destaque. Um sabor de taninos maduros e um aroma que lembra mirtilos, pimenta preta e alcaçuz. Ideal para acompanhar carne de cordeiro.
O bom deste negócio, é curtir, aprender, bebericar, degustar e ficar fã de coisas de qualidade, que agradam e cativam. Assim como os vinhos da Villaggio Bassetti. Tudo com dois eles, dois gês, dois esses e dois tês.
Parabéns aos Bassetti.
E ao Zico, que se empenha em fazer sempre o melhor.
E faz.
Costa Kotzias.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
PERSONAGEM LES PAXÁ
Hoje é o Dr. Toninho, advogado militante....
Lembram dele?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
ESPAÇO ABERTO

Minha filha mais nova, Nicolle, é uma moça lindíssima, sem “corujísse”, nem nada, basta ver na foto abaixo.
Agora já está com 15 anos, mas quando tinha 13, a “gaviãozada” começou a rodear, e eu com toda a minha diplomacia, fui afastando um, proibindo outro, aquelas coisas que só quem tem filha mulher sabe como é.
Um tempo atrás, “tava” chegando em casa e no portão tem um camarada parado, calculei mais ou menos uns dezessete anos. Sem camiseta, bermuda a “meia-bunda”, cueca idem, aparecendo o “rêgo” e metade da bunda também...
Bom, acho que todo pai tem um sexto sentido, e eu já fique meio “esperto”.
Parei o carro, desci, cheguei no portão – o camarada nem me olhava, olhei bem pra ele e perguntei:
- “O que é que tu qué”?
- “Quero falar com a Nicolle”.
- “Que é que tu qué com ela”...
- “É que a gente ta ficando”...
Porra, aquilo foi um soco no fígado...
- “Tá o que”???...
- “Ficando..., namorando”...
Como se eu tivesse obrigação de saber o que é “ficando”...
- “Ficando é a planfa que te lamblanfa..., vai botá uma camisa, levanta essas calça que filha minha não “fica” com maloqueiro... E tamo conversado”.
Dei uma “bicuda” no portão que chegou entortar o alumínio, e entrei cuspindo fogo e tudo que é palavrão que eu sei. Nem olhei pra trás...
Entrei em casa, um silêncio de cemitério!!!
Acho que foi um santo remédio, pois o cara sumiu.
Bom, como tudo na vida da gente, é preciso “evoluir, se adaptar, melhorar” e comigo não foi diferente...!
Há uns 4 meses atrás, me apareceu em casa um rapaz -bem arrumado-, (eu já tinha visto ele rodeando), pedindo pra falar comigo.
- Soraia: João o Ian quer falar com você.
- Eu: “Manda esta merda entrar”...
- Nicolle: Correu pro quarto...
- Soraia: Seja educado...(como se eu não fosse!!!)...
- Ian: boa noite.
- Soraia: (alegrinha...) oi.
- Eu: boa noite!
- Ian: sabe “seu” João, eu e a Nicolle “tamos” ficando...
Eu trinquei os dentes e saiu um monte de relâmpago e faísca pelos meus olhos. Só faltou a trovoada...
Ian: (meio branco) ...eu queria que o senhor me deixasse “namorar ela”...
Eu: (magnânimo) se estudar ou trabalhar pode namorar...
Fim de conversa!!!
Bom, o piá começou a freqüentar a minha casa e tal, e eu acabei gostando dele. Sábado passado foi a festa de formatura da Nicolle, e fomos a família toda no Iate Clube para as festividades.
Eu como sempre, fico cuidando de todos, aonde estão, com quem estão falando, o que estão fazendo, etc..., e quase no fim da festa vejo meu filho César (o cara ta um cavalo de forte) saindo meio alterado porta afora do clube e eu nem pensei, fui atrás...Quando cheguei lá fora, o César tinha agarrado o Ian e estava tirando ele do meio de uma roda, e um outro piá, com um soco inglês xingando e querendo bater no Ian de qualquer jeito. Falei pro César: Larga o Ian e se o troço apertar “peguemo junto” a parada...
Será Pai???
Larga!!!
Olha, foi soltar e o Ian deu um pontapé na boca do cara do soco inglês, que foi sangue e dente pra tudo que é lado, e o resto da tropa correu tudo...
Quase me mijei de dar risada.
Depois fiquei pensando:
“PORQUE SERÁ QUE ESSAS COISAS ACONTECEM PERTO DE MIM” ???...
ACHO QUE É ALGUMA SINA, SIM SENHOR!
UM GRANDE ABRAÇO E
BOA SEMANA A TODOS.
JOÃO CARLOS ANDERSON.
NICOLLE

CESAR

IAN E NICOLLE
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
PS - ESPAÇO ABERTO
Como estão havendo algumas controvérsias quanto a veracidade do "causo",
aí está a foto do Bin Laden com o peixe.
João Anderson.
Alemão do Zaime.
ESPAÇO ABERTO
"CAUSO"
Prepare o seu coração,
Pras coisas que eu vou contar...
ONCE UPON A TIME...
Como todos já sabem, moro em Guaratuba já fazem mais de 20 anos
Já sou considerado (demorou bastante), um Guaratubano legítimo, fato este que muito me orgulha, e participo ativamente de tudo que acontece nesta bela cidade, em todos os níveis sociais e na maioria das atividades religiosas e de assistência social.
O que vou contar, embora pareça uma mentira deslavada, é verdadeiro, e aconteceu comigo logo que cheguei.
Uma das primeiras pessoas que conheci, e que se tornou meu braço direito no primeiro empreendimento que fiz aqui, chama-se Paulinho Fabrício, hoje apelidado pelos meus filhos, carinhosamente, de BIN LADEN. Aliás, nunca um apelido foi tão bem aplicado.
Pois bem...
Sábado, terminado os afazeres na fábrica, veio o Bin Laden e disse pra mim:
-Seu João, o senhor gosta de pescar???
-Gosto, é claro!!!
-Quer ir junto comigo, esta noite???
-De noite!!!
-É, tem um pesqueiro ali no rio Guanxuma, que dá Robalo do tamanho dum porco!
-Eu vou!!! Respondi, já pensando no tamanho do peixe
-Só que é perigoso, o lugar é assombrado!
Vale aqui, uma ressalva: o povo mais humilde daqui, é extremamente supersticioso, principalmente no que diz respeito à morte, fantasma, assombração, etc...
Bom, todos sabem, que sempre fui meio “arrojado” e “valentia era comigo mesmo”..
Seis e meia da tarde, já anoitecendo e um frio “lazarento”, já estávamos eu e o Bin Ladem subindo a baia rumo ao Guanxuma. A remo!!
Eu tinha pego emprestado de um vizinho da fábrica, um lampião daqueles de carbureto, que iluminava até a “cara” do São Jorge na Lua, e na cinta levava o meu “treisoitão” engasgado de bala...
Chegamos e tal, o Bin Ladem tinha levado uns “camarão ferro”, armamos as linhas e de cara já peguei um de uns 4 quilos, e a coisa foi assim, tudo robalo grande.
Já era quase meia noite, o frio aumentando, a pescaria feita, quando a gente se preparava pra vir embora ouvimos aquele som arrepiante parecido com um gemido:
-AI MORENA...
Palavra, que se eu tivesse com a tripa cheia, tinha enchido as calça..., mas veio o pior:
MORENA AI...
O Bin Ladem se jogou no fundo da bateira e meio chorando começou a rezar pra tudo que é santo!!!
AI MORENA...
MORENA AI...
O troço não parava...
Meio recuperado do primeiro susto, já com o berro na mão, acendi o lampião e “mirei” tudo pro lugar “daonde” vinha o gemido maldito!
Um troço brilhou no mangue, e eu dei “seis tiros” um de “atrás” do outro, e pensei comigo mesmo “abro um furo nesta desgraça que nem o diabo costura”...
O Bin Ladem começou a gritar desesperado “Seu João, tão atirando em nós”, sem saber, no desespero, que quem tinha atirado era eu!!!
O barulho parou e eu ligeiro, ainda com as pernas tremendo, peguei o remo e fui em direção ao troço. Ah, o Bin Laden no fundo da bateira, tinha se cagado...
Seria hilário, se não tivesse sido trágico.
Alguém tinha jogado na água, um LP daqueles de 78 rotações, e a desgraça encalhou no mangue, bem embaixo duma moita de unha de gato (espinheiro brabo).
Quando o vento dava daqui pra lá, o espinho raspava no LP e era o AI MORENA, e quando dava de lá pra cá era o MORENA AI!!!...
Antes que me chamem de mentiroso, aviso que tenho guardado em casa até hoje o tal LP, que pro “causo”, é uma gravação do cantor NELSON GONÇALVES, de 1951.
E o Bin Ladem ta vivo, mora aqui em Guaratuba, e pelo menos aqui é bem fácil de ser achado...
BOA SEMANA A TODOS
JOÃO CARLOS ANDERSON
“ALEMÃO DO ZAIME”
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
ESPAÇO ABERTO
Olá meus velhos e inesquecíveis amigos e amigas...
Pela amizade de longa data que nos mantém unidos, tomo a liberdade de me dirigir a todos para apresentar um grande amigo - CAÍQUE FERRANTE- que conheci através do Sérgio Natividade, meu primo irmão e "irmão" que todos conhecem e conviveram.
Se venho aqui diante dos amigos que mais prezo, é porque se trata de pessoa íntegra, de bons príncipios e amigo de todas as horas que jamais se furtou em estender a mão aos que lhe são mais próximos, e são muitos.
Caíque Ferrante é vereador em Curitiba com a ajuda de muitos de nós e agora postula uma vaga de Deputado Federal.
Nessa caminhada alguns amigos já estão nos apoiando e com certeza endossam minhas palavras: Henrique, Xaxá, Heleno, Armando, Marco Bassetti, Ronaldo Silva, Donato, Jampo, Joca, Claudio Karam, João Anderson em Guaratuba e outros...
Portanto amigos, com a consciência tranquila peço a todos que na próxima eleição para Deputado Federal votem no CAÍQUE, tendo a certeza que terão feito uma ótima escolha, pois ele nos honrará na Câmara Federal.
Desde já agradeço pela confiança, um grande beijo e abraço e
BOA SEMANA A TODOS.
Amir Angelo Moss Jr.
PS - Para conhecer melhor o Caíque, entre no site
www.caiqueferrante4445.com.br ou visite o comitê à Rua Dr. Zamenhoff esquina com Rua Mauá, Alto da Glória, ou entre em contato comigo.
Amir.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
ESPAÇO ABERTO
**LES PAXÁ 74**
É interessante este fenômeno chamado amizade, quando é contínua, independente da convivência.Talvez seja a saudade comum, dos anos vividos em amizade quase que diária, ou talvez seja uma afinidade que se apóia no tempo. Não sei responder..., só sei, que com algumas pessoas (poucas) há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, falar quase sempre as mesmas coisas, e contar..., pela enésima vez os mesmos “causos” e as mesmas histórias, e o mais interessante, rir como se fosse a primeira vez que se ouviu!!!
Acho, que tem muito a haver, neste mundo de coisas tão incertas, com a certeza prévia de sermos aceitos no que somos, como somos, e no que pensamos.
Daí, surge um “MALUCO”, que joga tudo isso na internet, e liquida com todas as barreiras que poderiam estar impedindo a convivência e a manutenção da amizade, que ressurge com força total (90.249 acessos dia 11/08/2010 as 11:30 hs) trazendo à tona para todos, tudo aquilo que estava restrito as nossas memórias e as nossas conversas.
Histórias como essa do Baviera, que foi tão comentada e em que eu fui chamado de personagem principal (rsrsr), já era de conhecimento de todos, e já tinha sido contada e recontada um sem número de vezes, é um mero exemplo do que me referi acima.
Na verdade, o mistério da amizade, talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha de bom grado, sem julgamentos ou resistências, alguém, que ao longo da vida sirva como referência de tudo que foi feito.
EU VÍ, EU FUI, EU “TAVA” JUNTO, são palavras mágicas que ditas em momentos oportunos sempre nos deixam de alma lavada!
Imaginem poder ler e mostrar isso num veículo de comunicação global!!!...É a redenção.
Muitas vezes contava para minha família e para meus amigos coisas acontecidas não só comigo, mas com os outros também, e ao final ficavam com aquele olharzinho de “será verdade”???
Uma vez tinha contado a respeito de um amigo, que nos finais de festas ia no “TIPITI-DOG” e comia 9 (nove) x-saladas. Ah, isso é mentira...Ah,ninguém agüenta, e por aí ia. Pois bem fui a um ensaio do Baile de debutantes de uma das minhas filhas, no Curitibano, e dou de cara com o JUJA (JAIR ARAÚJO FILHO)...:
-“Jair, quantos x-salada você comia”!!!
-“Nove”...
Senti a alma leve como pluma...
Outra vez contei que fomos em turma pra Foz do Iguaçu, e uns “débil mental” (rsrsrs) atravessaram a nado para a Argentina. Ah, isso é mentira, e coisa e tal....
Ligo o computador e ta lá, com fotos e tudo...
Enfim, acho que fiz uma mistura bárbara no que eu realmente queria dizer.
Queria falar de amizade, de referência, de aceitação, etc....
Acabei falando de Internet, de Baviera, de X-Salada, e até de Argentina...rsrsrsrs.
Que vá...
UM BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS!!!
BOA SEMANA...
“ALEMÃO DO ZAIME”
segunda-feira, 21 de junho de 2010
PERSONAGEM LES PAXÁ
È uma Vemaguet Rio 1965, usada para ir ao colégio quando nem carteira tinha ainda. Mas aos poucos começamos a rodar pelo batel, ir em festinhas, até participou da primeira gincana e a galera do Les Paxá apelidou de “Mariazinha”.
E só andava lotada....rs
Em 2002 o carro foi readquirido e começou um processo de restauração que está perto de acabar, mas já está rodando por aí.
Portanto a Mariazinha ainda vive e foi personagem de muitas histórias boas vividas pela galera.
Confiram, ontem e hoje.

segunda-feira, 7 de junho de 2010
ESPAÇO ABERTO
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Foto 01 -

Foto 02 -

Foto 03 -

1ª Foto –
1ª fila de cima – João Vieira, René Aichinger, Carlos Albini, Jacomassi.
2ª fila – Armando, Ricardo McDonald, Altmann, Miguel Roguski.
3ª fila – Garcia, Renato Valério, Hely, Carlos Machado
4ª fila – Márcio Roback, Nelson Deputado, Joaquim, Mário Gubert, Gerson, Marcelo Iwersen, Ramon, Flavio.
5ª fila – Manassés, Damasceno, Paulo Zanicotti, Maurício Zagonel, Gastão Loyola,
2ª Foto -
1ª fila de cima – Hugo, Felix, Adão, Antonio Ribas, Rafael Coelho, Milani, João Epaminondas, Kalluf
2ª fila – Luis Augusto Machuca, Hélio Lima, Jervis Puppi, Marcos Slaviero, Armando,
3ª fila – Janjão, Murilo, Carlos Roderjan, Vianna, Luis Augusto Wunder, João Carlos Costa, Nivaldo, Ambrosio,
4ª fila – Gil Ailton Macedo, Paulo Rogério Bitencourt, Julio, Feres, Nivaldo, Marini, Rubens Tiemann
5ª fila – Asdrúbal, Chico Strobel, Valdir Simões, Raul,
3ª Foto –
1ª fila de cima – Castelano, Abelardo Lupion, Renato Velozo, Armando, Jean, Seródio, Fernando Vilanueva.
2ª fila – Jervis Puppi, Luis Machuca, Edson, Marcelo Braga Côrtes, Artur Godói, Hugo Stam
3ª fila – Paulo Rogério Bitencourt, Carlos Roderjan, João Carlos Costa, Lauro Maia, Alberto Baggio, Maurício, Luis Augusto Wunder, Richter.
4ª fila – Carlos Pospissil Moutinho, Feres, Chueiri, Raul, Valdir Simões, Sérgio Gasparin, Paulo Sérgio Araújo Costa, Douglas.
5ª - Kalluf, Ivan Tito, Marini, Prof. Adilson, Paulo Roncaglio, Nivaldo.
# - só foi colocado o nome dos que consegui identificar ou que lembrei (óbvio...rs)
segunda-feira, 24 de maio de 2010
ESPAÇO ABERTO
ENCONTRO INTERNACIONAL DE HARLEY DAVIDSON DEL MERCOSUR.
De 05 A 09 de MAIO de 2010.
O encontro para início da viagem foi no posto de gasolina na esquina da Praça da Ucrânia. O José Carlos com a sua “Rocker” o filho dele Rique com a “Softail” e eu com a minha “Gilda” – (Dina Super Glider).
Às 7h00 estávamos no começo da BR-277, marco zero da nossa viagem.
Passando Campo Largo encontramos forte nevoeiro e no pedágio de
São Luiz do Purunã a temperatura baixou bastante. No entroncamento para Porto Amazonas/Irati o frio fazia os meus joelhos baterem no tanque de gasolina da Gilda, pois eu contava com um dia mais quente conforme a previsão do SIMEPAR. Em Irati, tive que parar para me abrigar melhor. Coloquei mais um pulover grosso e troquei as luvas de couro de verão por outras de inverno e chuva.
Cheguei em Relógio às 9h30 ou 2,5h para percorrer 211 km o que significa uma média de 84,4 km/h. Reabasteci, limpei a bolha (parabrisa) e a viseira do capacete e nada do Zé e do Rique. Segui em frente.
Quando se anda junto com mais de três motos o rendimento cai um pouco. Mas como todos ali são pilotos de longo-curso e experientes, conseguimos manter uma velocidade mínima de 120km salvo nos cruzamentos das cidades à beira da estrada.
Seguimos viagem e na cidade de Boa Vista eu vinha atrás a uma distância de uns 150 metros do resto do grupo. Na minha frente tinha um caminhão seguido por um Corcel II, dei pisca para a esquerda e comecei a ultrapassar quando o Corcel sem olhar no retrovisor e sem dar seta de pisca tirou o carro para ultrapassar, freei forte, a moto derrapou com a traseira, soltei o freio e joguei a moto para a esquerda passando por cima dos redutores de velocidade do olho de gato em plástico duro. A moto voou para cima dos artefatos e consegui desviar do meio-fio do trevo jogando, muito suavemente a Gilda para a direita para não perder o equilíbrio, e aos poucos contornando a rua de retorno, provavelmente na contramão, no sentido da minha mão direita, entre o gramado da valeta e o asfalto do trevo e retornei à pista da BR-277. Até agora não sei como consegui, mas com certeza o meu anjo-da-guarda é ótimo piloto.
Seguimos até Cascavel onde chegamos às 12h30, num percurso de 246 km desde Laranjeiras do Sul, onde almoçamos. Até ai percorremos 494 km em 5,5 horas o que significa que, com as paradas, imprimimos uma média de 90 km/h, marca de respeito.
Consegui fazer contato ao celular com o Zé e constatamos que estava
63 km à frente dele e do Rique.
Cheguei no trevo da Avenida JK às 15h00 e no encontro à 15:20.
Retomei o destino de Cidade de Leste, agora acompanhado pelo meu
filho Rodrigo.
Atravessar a fronteira foi o caos de sempre e chegar ao hotel mais
difícil que a viagem.
A estrada entre Ciudad de Del Este e Assunción é uma das mais perigosas que existe. Centenas de motos pequenas com até três pessoas, sempre sem capacete, muitas vezes o casal com três filhos pequenos trafegam cruzando a estrada, bois e vacas nos acostamento insistem em ir e vir livremente e os carros entram na estrada sem nenhum constrangimento. A cada 2 km cheguei a contar três cruzes fincadas na beira do asfalto, ornadas com rodas de bicicletas, guidon de motociclos e direção de automóveis, como a dizer que tais acontecimentos são frutos de uma vontade divina e como tal nada pode ser feito para mudar.
Proporcionalmente ao número de habitantes, o Paraguai possui uma
quantidade de motos muitas vezes superior à do Brasil. A impressão
que me causou foi a de que esses ciclomotores substituem o cavalo
da nação Guarani.
A entrada na cidade de Assunção foi uma epopéia aparte, os carros
vão avançando literalmente nos cruzamentos e chegam a chocar-se
uns com os outros feito jogo de futebol americano. A buzina é uma
constante e totalmente inócua. Paraguay jo lloro por ti.
Finalmente chegamos ao Hotel Sheraton, local principal do Encontro, já tinha mais de 60 Harleys. Estacionamos as máquinas no pátio guardado por um forte esquema de segurança e fomos para o bar refrescar a garganta.
Na volta, o Zé e o Rique decidiram voltar cedo para irem ao cassino de
Puerto Iguazú – AR.
Chegamos em Foz às 19h00. O resto da turma tocou até Cascavel para sair cedo e confraternizar o dia das mães.
Eu fiquei em Foz e fui jantar com o Rodrigo e o Gui.
No domingo saí ás 9h00 e cheguei em Curitiba às 17h00.
Vim legal, mas fui parado pela Polícia Rodoviária Federal por causa do
escapamento da Gilda. Esse trâmite levou 35 minutos de parada.
Fora isso não houve nenhum incidente na viagem.
Grande Abraço e
BOA SEMANA A TODOS.
Luiz Pedro Di Lucca.

segunda-feira, 26 de abril de 2010
ESPAÇO ABERTO
*A VISITA AO TIROL BRASILEIRO EM SANTA CATARINA*.
Olá pessoal,
Dia 02 de abril saímos, como sempre, da Panificadora Saint Germain (Batel) com destino à Araucária (30 km) às 8h00 com nossas motos Harley - “Lola” do José Carlos e “Gilda” do Luiz Pedro - até chegarmos ao entroncamento da Avenida das Araucárias com a Rodovia do Xisto – BR-476 em direção a Campo do Tenente.
Passamos por Contenda, Lapa e nada do entroncamento para Campo do Tenente, uma pequena cidade a 35 km da Lapa. Quando chegamos a Antônio Olinto, à 67 km de distância da Lapa, resolvemos parar para perguntar. Estávamos errados.
Meia volta volver e força no manete para chegarmos a Campo do Tenente às 10h30, uma cidade simpática e pitoresca.
Num ritmo mais forte para voltar ao Trevo Lapa/Campo do Tenente, um pica-pau resolveu cruzar a minha frente da esquerda para a direita a meia altura. Quando percebeu que não ia conseguir deu um rasante para aumentar a velocidade e livrou a roda dianteira da Harley. Vendo toda a sua manobra pensei: ufa passou! Mas, desgraçadamente ele foi atingido com a pedaleira do lado direito. Pobre pica-pau chegara sua hora.
A região de Campo do Tenente foi percorrida no século XVII, por garimpeiros, nas buscas pelas minas de ouro. Mas foi a chegada da estrada de ferro em 1894 e a inauguração da energia elétrica, em 1907, instaladas pela família Stahlke quando da construção de suas indústrias, os fatores fundamentais para o crescimento de Campo do Tenente.
Em Campo do Tenente entramos na BR-116 com destino a Santa Cecília.
Nesse trecho levamos uma hora e cinqüenta minutos de viagem.
Resolvemos almoçar um pouco antes de Santa Cecília.
Este trecho da estrada consiste em várias retas, com descidas, subidas e curvas suaves.
Andando a uma velocidade em torno de 140 km/h, fui ultrapassar um Peugeot . Quando ele viu a minha seta ligada a mais ou menos 30 metros de distância, pisou fundo querendo impedir a minha manobra. Baixei a quinta marcha e acelerei. A resposta da Harley foi imediata e o velocímetro respondeu em 160 km/h, em seguida foi para 180 km/h. Ultrapassei o Peugeot, quando o manete chegou ao limite. Pensei: mas não pode estar no limite a 180km/h???.... Aí olhei os instrumentos e me dei conta que ainda estava na quinta
marcha. Então passei a sexta marcha com giro no máximo. A “Gilda” saltou para frente e fomos a 200 e 210 km/h. Quando olhei no retrovisor o carrinho era apenas uma mancha prateada.
O povoamento do Município de Santa Cecília teve início no ano
de 1855 e nas margens do Rio Correntes os Tropeiros vindos do Rio Grande do Sul com destino ao Paraná faziam pouso para o descanso das tropas e dos próprios tropeiros.
De Santa Cecília a Fraiburgo são 65 km por uma estrada montanhosa da região serrana catarinense levamos 1 h de viagem.
No Portal de Fraiburgo encontramos vários motociclistas, nos mais variados modelos de motocicletas, e um quiosque com maçãs e souvenires com cata-ventos quadros com motivos de maçãs.
Historicamente Fraiburgo teve seu auge no setor primário até a década de 50/60, a indústria extrativa de madeira, pioneira e geradora do município, ainda é a propulsora da economia, mas foi à fruticultura da maçã que se tornou reconhecida nacional e internacionalmente.
Com o crescimento da Economia local e o incremento da Fruticultura, especialmente a Maçã, nasce uma nova imagem estética de Fraiburgo, inicialmente citada como a Capital
Brasileira da Maçã, e posteriormente, a comunidade local, empenhada em valorizar os produtos, resolveu usar o slogan: “Fraiburgo, a Terra da Maçã”.
De Fraiburgo a Treze Tílias são mais 79 km de serra que nos obriga a baixar bastante o ritmo de viagem que completamos com 1h15m, passando por Tangará.
Treze Tílias foi fundada por imigrantes da região do Tirol Austríaco que fugiam da grave crise econômica que assolava a Europa no período entre-guerras.
Depois de 9 horas em cima das motos, finalmente chegamos em Treze Tílias.
O Portal de entrada da cidade em arquitetura austríaca é famoso. A cidade se revela na curiosa arquitetura típica da Áustria e nos fascinantes trabalhos em madeira produzidos por seus artistas, um dom herdado dos primeiros imigrantes. As obras espalham-se nos umbrais de portas, nas varandas e nos detalhes de decoração das casas. Destaque para as esculturas sacras, de todas as formas e tamanhos, pródigas em criatividade e beleza, que são conhecidas no mundo todo. É comum encontrar ateliês onde se produzem esculturas
em grande escala - o crucifixo da Catedral de Brasília, por exemplo, foi construído por Godofredo Thaler, neto do fundador da cidade.
Quase todas as construções têm uma torre e um galo, símbolo da disposição do tirolês para o trabalho. Há vários grupos de dança folclórica tirolesa, com coreografias trazidas pelos imigrantes e mantidas através das gerações.
As danças e os trajes revelam as tradições do Tirol e de outros Estados austríacos.A Tirolerfest, Festa da Tradição Austríaca, inclui um desfile histórico, apresentações e noites culturais.
Patrimônio Histórico Não deixem de visitar o Castelinho, construído em 1936 para ser o
centro administrativo da colônia Dreizehnlinden, que mantém um museu com os pertences dos primeiros colonizadores e uma biblioteca com material referente ao Tirol, além de oferecer aulas de música e dança.
Tomamos um café da manhã típico da bavária, com farta diversidade de doces, tortas, com vários tipos de salgados e saímos para visitar e fotografar a cidade. Foi quando descobrimos que havíamos feito a segunda besteira no roteiro da viagem. De Antonio Olinto que foi o ponto em que voltamos para a Lapa, seguindo em frente, a distância é de 245 km. Voltando para a Lapa fizemos 413 km. Quase o dobro. Que sirva de aprendizado. Planejamento e disciplina nas paradas é fundamental para uma viagem prazerosa e rápida ao mesmo tempo, evitando o desgaste desnecessário do piloto.
Esse foi o passeio a Treze Tílias.
Um abraço e
BOA SEMANA A TODOS.
José Carlos e Luiz Pedro Di Lucca.
Portal da cidade de Treze Tílias.

Zé e Lola.

Pedro e Gilda.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
ESPAÇO ABERTO

Gostaria de relatar a vocês nossa peregrinação pelo “Caminho de Santiago”, um itinerário espiritual (ou cultural) feito por peregrinos para chegar a Santiago de Compostela (Espanha). Tem como símbolo uma concha de “Vieira” e pode ser feito a pé, a cavalo e de bicicleta, percorrendo cerca de 800 km pelo caminho "Francês". Pelo caminho alternativo, o que fizemos, são 110 km saindo de Sarria (Província de Lugo) até a Catedral de Compostela.
O caminho foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu (1987) e Patrimônio da Humanidade na Espanha (1993), e este ano de 2010 é Ano Jubilar Compostelano - também conhecido como Jubileu ou Ano Santo (Jacobeu) isto é, ocorre quando o dia do apóstolo Santiago Maior (25 de julho) coincide com um Domingo.
O nosso grupo era formado pela minha filha Ana Carolina de 10 anos, meu marido Cássio, um casal de amigos do Brasil (Rio Grande do Norte) Tuísa e Lulu Flor e um casal de brasileiros que mora em Madri, Mônica e Fernando e eu.
O primeiro passo foi comprar umas boas botas de montanha, jaqueta e calça impermeável, e relaxantes musculares.
Uma coisa muito importante: o cajado - parece mentira, mas ajuda muito nas subidas, descidas , lama e atravessar riachos.
O segundo passo foi pegar a Credencial (passaporte) do Peregrino. Esta credencial deve ser carimbada em todos os pontos (bares, igrejas ou descansos) no percorrido diário, principalmente na cidade que sai e que chega.
Começamos em Sarria na segunda feira dia 29 de março. Saímos felizes para a 1ª etapa, sem saber o que iria ocorrer. Entre subidas constantes e fortes, chuva intensa, vento e muita lama conseguimos atingir a meta que foi chegar em Portomarin. Paramos umas 5 vezes para comer e descansar. No caminho a paisagem era muito bonita, pontes romanas, riachos de água transparente e canto de pássaros. No total foram 23 kms. Etapa muito dura e cansativa. Para compensar os bons peregrinos, um bom banho, um bom vinho e dormir cedinho para o próximo dia. Meus pés, apesar de estarem bem, latejaram a noite toda.
No segundo dia, de Portomarim seguimos entre chuva e sol pela trilha ou estrada, paradas para comer e se recompor. Dia puxado, mas a gente cada vez com mais energia e vontade de caminhar. Um super banho e um jantar maravilha. A Galícia é conhecida por seus frutos do mar. Foi um festival de mariscos.
No terceiro dia coincidimos com muita gente fazendo o caminho a cavalo e de bicicleta (uma loucura). Pegamos uma chuva torrencial de 1 hora sem parar. Foi desesperador, parecia que o tempo não passava. Por fim chegamos a Melide, almoçamos em uma “Pulperia” e seguimos até chegar a Arzua. À noite o jantar foi maravilhoso, e o premio para os peregrinos foi uma garrafa de vinho “Imperial”.
No quarto dia o sol voltou a brilhar. Durante o caminho, encontramos uma família de bicicleta. O pai, a mãe puxando um carrinho com uma menina de dois anos e outra filha de nove. Família de valor.
No Caminho o silencio é indescritível, apenas quebrado pelo canto dos pássaros e o saludo de outros peregrinos com um animador ”Buen Camino !”.
No quinto dia acordamos animados, o nosso caminho estava finalizando, queríamos andar e sentir as emoções de chegar a Santiago e ver o sonho realizado. Terminamos o dia no Monte do Gozo, do qual se pode observar uma vista panorâmica da cidade de Santiago. À noite jantamos na cidade de Santa Comba no Restaurante “Retiro da Costiña”, maravilhoso, com direito a charuto. No dia seguinte... O grande final...
Acordamos cedo e nos preparamos para chegar a Catedral de Santiago. Ainda foram 4 km e para variar... Choveu... Chegando à Catedral, nos dirigimos à Secretaria do Peregrino onde nos forneceram a “Compostelana”, isto é, o certificado de ter terminado o Caminho. Saímos e fomos para a fila para passar pela porta Santa (abre somente a cada Ano Santo) e abraçar o Santo, uma tradição. Depois rezamos e agradecemos por todos os amigos, por toda a família e por todos os bons momentos que a vida nos tem proporcionado.
Se vocês quiserem fazer uma viagem inesquecível... Podem contar comigo. O Caminho de Santiago é sempre uma boa pedida!
Um Beijo e,
BOA SEMANA A TODOS.
Christianne de Lara Romano.
Com o cajado e a concha pendurada.
A credencial com os carimbos...
















