O dia nem bem amanhecia e o Germano já erguia as portas de ferro do Bar. Ainda limpando o balcão, recebia visitas para um cafezinho ou um pingado. A mesa de sinuca ainda sustentava o pó da noite anterior, quando alguém, sem dinheiro, ganhou alguma e de lá saiu com uns trocos no bolso.
O silêncio da Bispo Dom José era gostoso naquela época.
Ainda se via um monte de gurizada indo para a aula e outros evitando o caminho da escola, fazendo parada no Bar, ali matando sua aulinha para encontrar amigos da vizinhança.
Assim começou a convivência dos amigos do bar do Germano, onde se conheceram e se reuniram por anos e anos, amigos como Cabora, Henrique,Pedro Coruja,Nelson Rezende, Caçapa, Xaxá, Dinho Hauer, Turco Davi, Lilico, Ernestinho, Irineu, Roberto Mussi, Luis, entre outros que foram se aproximando.
Cabora até promoveu uma reunião para “aprovar” os novos amigos.
Isto pelos idos de 1969, quando os cabelos compridos eram a marca da juventude de então.
Ano seguinte, aparecem mais amigos, como João Anderson, Marcos Isfer, Guido, Armando, Zico, Evaldo Vita e outros.
E ali foram formando a turma que deu origem ao Les Paxá.
Histórias de esquinas, encontros de karman-ghias e TCs, fuscas e carros da época.
Um ponto de encontro sadio, antes de tudo.
Dali saíam para festas ou ali se encontravam e ficavam, somente com o papo que existia ou falando sobre vários assuntos, de meninas às novidades dos carros de então.
Uma pequena introdução para que mais histórias venham e nos permitam relembrar, contar, ilustrar.
Obviamente que nos dias de hoje devem existir mais “Les Paxas” pela cidade, mas não são tantos.
Esta forma de amizade e da turma que se originou, é meio raro, ainda mais nos dias de hoje, quando amizades duram menos que um palito de sorvete.
Preservemos nossa história e façamos que ela seja útil para quem nos acompanha e nos substituirá na seqüência da vida.
Causos, casos, papos e comentários devem fazer um bom livro.
Sem falar das gincanas, incluindo a da Licopar, que foi a mais longa da história e onde o trabalho de equipe foi, de fato, importante para a marca Les Paxá.
Na próxima, a Copa de 70 no FORTE DO MOURA. Uma história contada pelo Guido e com detalhes acrescentados por mais pessoas.
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias.
http://costakotzias.blogspot.com
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
MOMENTOS DÉCADA DE 70'
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
MOMENTOS DÉCADA DE 70'
Arrumando gavetas, como todo final de ano, encontro uma foto minha de 1962, daquelas que tem no cabeçalho: Minha recordação – Lembrança escolar.
Meus Deus do céu....olha o que eu era e olha o que virei.
Não escaneei a foto para enviar para a coluna, mas vou.
Cabelo curtinho, cara de fedelho, lancheira no ombro, uniforme do Medianeira, caneta na mão e aquela cara de coitado olhando para a câmera. O fotógrafo devia ser o mesmo, pois todo o ano tinha esta tal de “Lembrança escolar”. E olhe que era “obrigado” a ter a foto.E a maioria de vocês deve ter esta foto arquivada em algum lugar.
Daí a vontade de reunir estas fotos numa galeria exclusiva do Paxá, mesmo que já tenham aparecido alguns exemplares destes por aí.
Pelos idos de 62 a 68, muitos de nós tiramos esta foto no colégio.
E era uma época em que não pensávamos em nada, não entendíamos muitos, apenas vivíamos.
Lição de casa, televisão preto e branco, amigos do colégio, ainda não tínhamos a noção de que o mundo era diferente do que pintavam para a gente, naqueles saudosos bancos escolares.
Não vai aqui nenhuma crítica a professores e professoras da época, se bem que a maioria era de professoras, das quais lembramos o nome até hoje. A minha primeira foi a Prof Marly, que na época deveria ter 18 ou 19 anos, mas para quem tinha 6 ou 7, aquilo tudo era um monte de mulher na nossa frente. E não olhávamos para elas de forma diferente. Fosse hoje, talvez repetíssemos de ano só para ver aquela paisagem toda.
Sugiro que se procurem fotos de infância, mais precisamente de colégio, para ver no que vai dar isto aqui.
Isto porque, com o advento do livro de histórias do Paxá, poderemos abrir capítulos com histórias de infância deste ou daquele, ou reunirmos, através de trabalho em photoshop, a galera toda na idade do sair das fraldas.
Fica a idéia.
Fica a sugestão.
E fica o pedido para que histórias venham, mesmo que sejam curtas, mas que sejam reais.
O livro com os autores do Pasquim, começou com troca de cartas entre eles e deu no que deu. E ficaram famosos, ainda por cima.
Abraço a todos.
Costa Kotzias
http://costakotzias.blogspot.com
Meus Deus do céu....olha o que eu era e olha o que virei.
Não escaneei a foto para enviar para a coluna, mas vou.
Cabelo curtinho, cara de fedelho, lancheira no ombro, uniforme do Medianeira, caneta na mão e aquela cara de coitado olhando para a câmera. O fotógrafo devia ser o mesmo, pois todo o ano tinha esta tal de “Lembrança escolar”. E olhe que era “obrigado” a ter a foto.E a maioria de vocês deve ter esta foto arquivada em algum lugar.
Daí a vontade de reunir estas fotos numa galeria exclusiva do Paxá, mesmo que já tenham aparecido alguns exemplares destes por aí.
Pelos idos de 62 a 68, muitos de nós tiramos esta foto no colégio.
E era uma época em que não pensávamos em nada, não entendíamos muitos, apenas vivíamos.
Lição de casa, televisão preto e branco, amigos do colégio, ainda não tínhamos a noção de que o mundo era diferente do que pintavam para a gente, naqueles saudosos bancos escolares.
Não vai aqui nenhuma crítica a professores e professoras da época, se bem que a maioria era de professoras, das quais lembramos o nome até hoje. A minha primeira foi a Prof Marly, que na época deveria ter 18 ou 19 anos, mas para quem tinha 6 ou 7, aquilo tudo era um monte de mulher na nossa frente. E não olhávamos para elas de forma diferente. Fosse hoje, talvez repetíssemos de ano só para ver aquela paisagem toda.
Sugiro que se procurem fotos de infância, mais precisamente de colégio, para ver no que vai dar isto aqui.
Isto porque, com o advento do livro de histórias do Paxá, poderemos abrir capítulos com histórias de infância deste ou daquele, ou reunirmos, através de trabalho em photoshop, a galera toda na idade do sair das fraldas.
Fica a idéia.
Fica a sugestão.
E fica o pedido para que histórias venham, mesmo que sejam curtas, mas que sejam reais.
O livro com os autores do Pasquim, começou com troca de cartas entre eles e deu no que deu. E ficaram famosos, ainda por cima.
Abraço a todos.
Costa Kotzias
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
MOMENTOS DÉCADA DE 70'
Dia desses, conversando com o Guido, trocamos idéias sobre quantas histórias devem existir na turma do Les Paxá. E existem mesmo.
Então, quero aqui, com a permissão do Armando, lançar uma idéia que até já pode ter sido lançada: um livro com as histórias do Les Paxá.
Me proponho a receber as histórias por email e escrevê-las, caso precise, ou apenas revisá-las, para manter um certo padrão de linguagem.
Claro que quem conta a história deve ser o mais genuíno possível e manter o intuito inicial de “deixar” estas histórias para quem nos segue e para quem não conheceu a turma desde seu início.
Me parece interessante, também, algumas histórias escritas por mulheres que também viveram a intensidade do Les Paxá.
E antes de realizar o sonho do livro, poderíamos tentar um patrocínio, visto que a primeira edição deve ser feita com lançamento e festa.
Tem que ter festa.
Daquelas. Das boas.
O nome surgiria depois de lidas as histórias e selecionadas, pois me parece interessante que se mande de tudo.
Posso ler, reler, mexer (desde que precise) e fazermos, juntos, um belo trabalho.
Aproveitando o mês de dezembro, que tal as pessoas começarem a lembrar de histórias e enviar os emails?
Lançada a idéia, vejamos o que acontece.
Acredito que desde o Bar na Bispo Dom José até os dias de hoje, muita água rolou debaixo desta história toda.
Então, contemos.
Meu email - costakotzias@hotmail.com.
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias.
http://costakotzias.blogspot.com
Então, quero aqui, com a permissão do Armando, lançar uma idéia que até já pode ter sido lançada: um livro com as histórias do Les Paxá.
Me proponho a receber as histórias por email e escrevê-las, caso precise, ou apenas revisá-las, para manter um certo padrão de linguagem.
Claro que quem conta a história deve ser o mais genuíno possível e manter o intuito inicial de “deixar” estas histórias para quem nos segue e para quem não conheceu a turma desde seu início.
Me parece interessante, também, algumas histórias escritas por mulheres que também viveram a intensidade do Les Paxá.
E antes de realizar o sonho do livro, poderíamos tentar um patrocínio, visto que a primeira edição deve ser feita com lançamento e festa.
Tem que ter festa.
Daquelas. Das boas.
O nome surgiria depois de lidas as histórias e selecionadas, pois me parece interessante que se mande de tudo.
Posso ler, reler, mexer (desde que precise) e fazermos, juntos, um belo trabalho.
Aproveitando o mês de dezembro, que tal as pessoas começarem a lembrar de histórias e enviar os emails?
Lançada a idéia, vejamos o que acontece.
Acredito que desde o Bar na Bispo Dom José até os dias de hoje, muita água rolou debaixo desta história toda.
Então, contemos.
Meu email - costakotzias@hotmail.com.
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
MOMENTOS DECADA DE 70'
Mais do que prêmios, as gincanas nos trouxeram uma série de amizades. Pessoas que íamos conhecendo à medida que as gincanas se apresentavam e as provas vinham chegando.
Sob o comando de um grupo, desenvolvíamos nossas ações com direção, nada a esmo, nada na correria.
As cabeças pensantes davam as coordenadas e o objetivo era atingido, mesmo que demorasse, mas dentro do prazo. E nas idas e vindas, conhecemos uns aos outros, abrindo o leque de amigos que faziam parte do mesmo grupo ou de outras equipes.
Até hoje temos amigos que eram do PV, da Kokaka e de outras equipes, se bem que durante a gincana, mal e mal falávamos uns com os outros, pois poderia parecer troca de informações.
E fiquei aqui pensando que ninguém usava internet, palmtop, notebook, googlemaps, esta geringonça que existem nos dias de hoje e que facilitaria a execução de uma gincana em 200%.
Talvez não tivesse tanta graça quanto no nosso tempo, mas seria uma facilidade tremenda participar de gincana com tudo o que existe nos dias de hoje.
Em alguns segundos, saberíamos o que era Lesoto, e em alguns segundos poderíamos descobrir o número do elevador de Curitiba.
Mas tecnologias à parte, esta união dos tempos de gincana prevalece até hoje, o que somente nos mostra que, além da união fazer a força, faz amigos e amizades que atravessaram anos e atravessam fatos, atos, cenas, por muitos e muitos anos.
Gincana hi-tech não pegamos, ainda bem.
Imagine, na casa do Guido, na Fco. Rocha, uma central de 15 computadores e tudo o que a tecnologia permite ter. Seria uma covardia, se bem que outras equipes estariam equipadas da mesma forma.
E com a tecnologia a nosso favor, os contatos, as saídas, as “correrias” organizadas não gerariam tudo isto que geraram.
E a festa da vitória, que o Paxá enfrentou algumas, não seria a mesma.
Emails de parabéns no lugar de abraços?
Não. Fico com o “ao vivo”. Foi e é muito melhor.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias
http://costakotzias.blogspot.com/
Sob o comando de um grupo, desenvolvíamos nossas ações com direção, nada a esmo, nada na correria.
As cabeças pensantes davam as coordenadas e o objetivo era atingido, mesmo que demorasse, mas dentro do prazo. E nas idas e vindas, conhecemos uns aos outros, abrindo o leque de amigos que faziam parte do mesmo grupo ou de outras equipes.
Até hoje temos amigos que eram do PV, da Kokaka e de outras equipes, se bem que durante a gincana, mal e mal falávamos uns com os outros, pois poderia parecer troca de informações.
E fiquei aqui pensando que ninguém usava internet, palmtop, notebook, googlemaps, esta geringonça que existem nos dias de hoje e que facilitaria a execução de uma gincana em 200%.
Talvez não tivesse tanta graça quanto no nosso tempo, mas seria uma facilidade tremenda participar de gincana com tudo o que existe nos dias de hoje.
Em alguns segundos, saberíamos o que era Lesoto, e em alguns segundos poderíamos descobrir o número do elevador de Curitiba.
Mas tecnologias à parte, esta união dos tempos de gincana prevalece até hoje, o que somente nos mostra que, além da união fazer a força, faz amigos e amizades que atravessaram anos e atravessam fatos, atos, cenas, por muitos e muitos anos.
Gincana hi-tech não pegamos, ainda bem.
Imagine, na casa do Guido, na Fco. Rocha, uma central de 15 computadores e tudo o que a tecnologia permite ter. Seria uma covardia, se bem que outras equipes estariam equipadas da mesma forma.
E com a tecnologia a nosso favor, os contatos, as saídas, as “correrias” organizadas não gerariam tudo isto que geraram.
E a festa da vitória, que o Paxá enfrentou algumas, não seria a mesma.
Emails de parabéns no lugar de abraços?
Não. Fico com o “ao vivo”. Foi e é muito melhor.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
MOMENTOS DÉCADA DE 70'
Se existe uma coisa que temos afiada, é a nossa memória.
Lembramos de telefones, placas de carro, músicas, filmes, perfumes, tanta coisa que nem sabemos direito como usar este compartimento de nossa cabeça.
Por isso, hoje o texto vai puxar pela memória de todos.
O que víamos da TV no final da década de 60 e durante a década de 70?
Papai Sabe Tudo não vale, pois muita gente viu, assim como Lassie, Flipper, Johnny Quest e The Monkies, o filme.
Naqueles idos, o Canal 12 ficava na Emiliano Perneta, ainda não era Globo e passava filmes sempre às 23 horas, proibidos por certos pais, liberados por outros.
O Agente da UNCLE, onde Napoleon Solo e Illia Kuriakin faziam das suas. Bonanza, com a tradicional família Cartwright.
Quem lembra do nome do cozinheiro da família? Coloca nos comentários.
James West, sempre às terças-feiras e patrocinado pela Ford, com o Gálaxie, que era lançamento.
Perdidos no Espaço, com aquele insuportável do Dr Smith...
O Rei dos Diamantes, com aquele gordo que era o ator principal.
Quem lembra o nome? Não vale procurar no Google.
Casal 20, Magnum, Miami Vice, Hasel e os bons Homem de Vergínia e Gunsmoke.
Aulas de Inglês do FISK, Clube do Curumim, Ponto 6, Esta Noite se Improvisa, nos tempos da Record velha. Família Trapo, Hebe Camargo, Almoço com as estrelas, Beto Rockfeller, na antiga Rede Tupi. Aliás, alguém lembra o nome de 4 atores ou atrizes que trabalharam nesta novela?
O Vigilante Rodoviário, com seu cachorro chamado.........
Kung Fu, com o falecido David Carradine.
Os Monstros, ótimo seriado, assim como a Família Buscapé.
O Túnel do Tempo, Havaí 5.0, Persuaders, com Roger Moore e...
Missão Impossível, ainda em preto e branco.
Tem filmes e programas que não acabam mais.
Nos comentários, vamos relembrar mais alguns.
O texto de hoje é só para provocar a memória dos companheiros.
Então, vamos lá.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias.
http://costakotzias.blogspot.com
Lembramos de telefones, placas de carro, músicas, filmes, perfumes, tanta coisa que nem sabemos direito como usar este compartimento de nossa cabeça.
Por isso, hoje o texto vai puxar pela memória de todos.
O que víamos da TV no final da década de 60 e durante a década de 70?
Papai Sabe Tudo não vale, pois muita gente viu, assim como Lassie, Flipper, Johnny Quest e The Monkies, o filme.
Naqueles idos, o Canal 12 ficava na Emiliano Perneta, ainda não era Globo e passava filmes sempre às 23 horas, proibidos por certos pais, liberados por outros.
O Agente da UNCLE, onde Napoleon Solo e Illia Kuriakin faziam das suas. Bonanza, com a tradicional família Cartwright.
Quem lembra do nome do cozinheiro da família? Coloca nos comentários.
James West, sempre às terças-feiras e patrocinado pela Ford, com o Gálaxie, que era lançamento.
Perdidos no Espaço, com aquele insuportável do Dr Smith...
O Rei dos Diamantes, com aquele gordo que era o ator principal.
Quem lembra o nome? Não vale procurar no Google.
Casal 20, Magnum, Miami Vice, Hasel e os bons Homem de Vergínia e Gunsmoke.
Aulas de Inglês do FISK, Clube do Curumim, Ponto 6, Esta Noite se Improvisa, nos tempos da Record velha. Família Trapo, Hebe Camargo, Almoço com as estrelas, Beto Rockfeller, na antiga Rede Tupi. Aliás, alguém lembra o nome de 4 atores ou atrizes que trabalharam nesta novela?
O Vigilante Rodoviário, com seu cachorro chamado.........
Kung Fu, com o falecido David Carradine.
Os Monstros, ótimo seriado, assim como a Família Buscapé.
O Túnel do Tempo, Havaí 5.0, Persuaders, com Roger Moore e...
Missão Impossível, ainda em preto e branco.
Tem filmes e programas que não acabam mais.
Nos comentários, vamos relembrar mais alguns.
O texto de hoje é só para provocar a memória dos companheiros.
Então, vamos lá.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias.
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Momentos 70'
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
MOMENTOS DÉCADA DE 70'
Sem dúvida, são muitos.
Entre estes, o que nos acompanhou por alguns anos e nos mostrou o caminho da qualidade musical, foi a Rádio Iguaçu Am, antiga Guairacá.
Ainda de propriedade do Sr. Paulo Pimentel, a Rádio Iguaçu nos permitiu conhecer músicas novas, lançamentos quase simultâneos com os Estados Unidos e viver momentos, na época, de “fossa”.
Era a época das paixonites, “gamações” que se originavam do nada e que, às vezes, viravam o tudo.
Uma rádio avançada para o seu tempo, onde locução pausada, inglês correto e seleção musical bem elaborada, permitiam que se ouvisse o dia todo sem mudar de estação.
Ali no dial também, a Atalaia e a Cruzeiro do Sul, mas com pouca convivência entre nossa geração.
E a Rádio Iguaçu nos apresentou Toquinho e Vinicius, Taiguara, Blue Magic, um monte de músicas que já mencionei aqui.
Ainda em rádios-toca-fitas Mitsubichi, onde somente rádio Am existia, ouvimos e namoramos no Hamburgão do Cabral ou outros cantos da cidade.
E à noite, pontualmente à meia-noite, começava “A hora do k-7”, um programa onde tocavam 30 minutos de música (para gravarmos o lado A) e mais 30 minutos de música (para gravarmos o lado B).
Era patrocinado pela Óticas Boa Vista e a locução era do bom e velho Amaury, a voz da Iguaçu, ao lado de Sérgio Luiz e Euclides Cardoso na direção artística, revelando o programador Celsinho, hoje na Banda B.
Ouvir rádio era uma das opções que tínhamos, então, ouvíamos com dedicação. Íamos à Rei do Disco ou na Wings para comprar LPS ou compactos simples, onde o lado B era tão bom quanto o lado A, em algumas situações.
Numa destas, By The Time i Get do Phoenix era tão boa quanto Do You Wanna Dance.
E nas salas onde namorávamos, o toca-discos Garrard, mais moderninho, ou a radiola antiga, do móvel bonito, para acompanhar tardes e noites de namoro.
Com a Iguaçu Am conhecemos Carly Simon, James Taylor, Billy Paul, Julius la Rosa (Where do I Go) e tantos outros.
Uma rádio que hoje, a que mais se assemelha, é a Ouro Verde Fm, com sua programação Easy e de flash-backs.
Uma rádio como a Iguaçu não deveria ter acabado, embora tudo se altere no compasso do mundo.
Mas nós, que tivemos este privilégio, temos a alegria de poder relembrar aqueles momentos tão gratificantes para nossa adolescência.
E como dizia o locutor Ivan Cury, “é calmo o início da madrugada em Curitiba”...Era......
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias
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Entre estes, o que nos acompanhou por alguns anos e nos mostrou o caminho da qualidade musical, foi a Rádio Iguaçu Am, antiga Guairacá.
Ainda de propriedade do Sr. Paulo Pimentel, a Rádio Iguaçu nos permitiu conhecer músicas novas, lançamentos quase simultâneos com os Estados Unidos e viver momentos, na época, de “fossa”.
Era a época das paixonites, “gamações” que se originavam do nada e que, às vezes, viravam o tudo.
Uma rádio avançada para o seu tempo, onde locução pausada, inglês correto e seleção musical bem elaborada, permitiam que se ouvisse o dia todo sem mudar de estação.
Ali no dial também, a Atalaia e a Cruzeiro do Sul, mas com pouca convivência entre nossa geração.
E a Rádio Iguaçu nos apresentou Toquinho e Vinicius, Taiguara, Blue Magic, um monte de músicas que já mencionei aqui.
Ainda em rádios-toca-fitas Mitsubichi, onde somente rádio Am existia, ouvimos e namoramos no Hamburgão do Cabral ou outros cantos da cidade.
E à noite, pontualmente à meia-noite, começava “A hora do k-7”, um programa onde tocavam 30 minutos de música (para gravarmos o lado A) e mais 30 minutos de música (para gravarmos o lado B).
Era patrocinado pela Óticas Boa Vista e a locução era do bom e velho Amaury, a voz da Iguaçu, ao lado de Sérgio Luiz e Euclides Cardoso na direção artística, revelando o programador Celsinho, hoje na Banda B.
Ouvir rádio era uma das opções que tínhamos, então, ouvíamos com dedicação. Íamos à Rei do Disco ou na Wings para comprar LPS ou compactos simples, onde o lado B era tão bom quanto o lado A, em algumas situações.
Numa destas, By The Time i Get do Phoenix era tão boa quanto Do You Wanna Dance.
E nas salas onde namorávamos, o toca-discos Garrard, mais moderninho, ou a radiola antiga, do móvel bonito, para acompanhar tardes e noites de namoro.
Com a Iguaçu Am conhecemos Carly Simon, James Taylor, Billy Paul, Julius la Rosa (Where do I Go) e tantos outros.
Uma rádio que hoje, a que mais se assemelha, é a Ouro Verde Fm, com sua programação Easy e de flash-backs.
Uma rádio como a Iguaçu não deveria ter acabado, embora tudo se altere no compasso do mundo.
Mas nós, que tivemos este privilégio, temos a alegria de poder relembrar aqueles momentos tão gratificantes para nossa adolescência.
E como dizia o locutor Ivan Cury, “é calmo o início da madrugada em Curitiba”...Era......
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
MOMENTOS DÉCADA DE 70'
Um dos pontos marcantes em Guaratuba era a abertura oficial da temporada na casa da Liumar, com roda de samba, reunião de amigos e refrigerantes com salgadinhos.
Uma coisa ingênua para quem, (como nós) anos mais tarde, beberia o Oceano Índico de cervejas e uísques.
Gerson Fiesbein no violão, Kalo ainda dedilhando as primeiras notas, eu no atabaque, chocalhos de latas de cerveja, tudo dava o tom certo para uma reunião certa e animada.
De vez em quando, uma cervejinha ou uma capirinha. E era um rodízio em Guaratuba. Da Liumar íamos para todas as casas, sempre às quintas e sextas, pois não fazíamos nada da vida naquele tempo. Éramos "guris" despreocupados com o que acontecia na chamada vida dos adultos.
E no bar do Nelson, na praia principal de Guaratuba, muitos encontros com sol de rachar, mas com "Rayto de Sol" passado nas costas e nos ombros.
Na casa da Vanessa e da Vívian, turco Nuno nos recebia com alegria. E lá sempre estavam Lika, Ahmud e companhia.
Nas serenatas, algumas luzes eram acesas e alguns aperitivos eram oferecidos.
Gerson e eu saíamos pela noite andando a pé pela praia de Guaratuba quando só a Rua Ponta Grossa e a Principal tinham asfalto. O resto era areia.
Na casa da Tia Myrthes, encontros e rodas de samba todos os finais de semana, ainda sem aquela casinha nos fundos, mas já com a rede gostosa na varanda.
O campo de vôlei em frente à casa da Tia, as reuniões de finais de semana, os namoricos que por alí começaram, a Óca, os carros nas areias soltas do Brejatuba.
E se formos falar dos bailes do Iate, aí sim, precisa uma coluna só para eles.
Mas que as rodas de samba marcaram, isto sim. E quando o Kalinho pegou o jeito, daí era todo o dia.
Chegou Claudio Karam com seu surdo e nosso querido e eterno Kamba com quase todas as letras de samba na ponta da língua.
Com Gerson Fisbein, músicas como Teimosa, Mestre Sala dos Mares, Kid Cavaquinho, Regra Três, Como viver um grande amor, foram marcos em rodas de samba agradáveis e alegres.
Lá vinha o Glay com seu fuscão branco e sua cabeleira enrolada.
Lá vinha Zéca Rodrix com seu fuscão azul.
Lá vinha Iran com sua Brasília.
Enfim, se formos puxar pela memória, que puxemos nos comentários.
E aproveitando, agradeço o comentário da coluna passada, onde deixa claro que "mostramos para nossos filhos que não éramos bundões".
Não fomos e não somos.
E que nossos filhos formem rodas de samba sadias como eram as nossas.
Se estragou, foi depois, onde cada um de nós tomou sua opção e passou a cantar de forma diferente e ver a vida por trás de um copo, onde a imagem sempre era deformada.
Mas estamos por aqui, ainda.
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias
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Uma coisa ingênua para quem, (como nós) anos mais tarde, beberia o Oceano Índico de cervejas e uísques.
Gerson Fiesbein no violão, Kalo ainda dedilhando as primeiras notas, eu no atabaque, chocalhos de latas de cerveja, tudo dava o tom certo para uma reunião certa e animada.
De vez em quando, uma cervejinha ou uma capirinha. E era um rodízio em Guaratuba. Da Liumar íamos para todas as casas, sempre às quintas e sextas, pois não fazíamos nada da vida naquele tempo. Éramos "guris" despreocupados com o que acontecia na chamada vida dos adultos.
E no bar do Nelson, na praia principal de Guaratuba, muitos encontros com sol de rachar, mas com "Rayto de Sol" passado nas costas e nos ombros.
Na casa da Vanessa e da Vívian, turco Nuno nos recebia com alegria. E lá sempre estavam Lika, Ahmud e companhia.
Nas serenatas, algumas luzes eram acesas e alguns aperitivos eram oferecidos.
Gerson e eu saíamos pela noite andando a pé pela praia de Guaratuba quando só a Rua Ponta Grossa e a Principal tinham asfalto. O resto era areia.
Na casa da Tia Myrthes, encontros e rodas de samba todos os finais de semana, ainda sem aquela casinha nos fundos, mas já com a rede gostosa na varanda.
O campo de vôlei em frente à casa da Tia, as reuniões de finais de semana, os namoricos que por alí começaram, a Óca, os carros nas areias soltas do Brejatuba.
E se formos falar dos bailes do Iate, aí sim, precisa uma coluna só para eles.
Mas que as rodas de samba marcaram, isto sim. E quando o Kalinho pegou o jeito, daí era todo o dia.
Chegou Claudio Karam com seu surdo e nosso querido e eterno Kamba com quase todas as letras de samba na ponta da língua.
Com Gerson Fisbein, músicas como Teimosa, Mestre Sala dos Mares, Kid Cavaquinho, Regra Três, Como viver um grande amor, foram marcos em rodas de samba agradáveis e alegres.
Lá vinha o Glay com seu fuscão branco e sua cabeleira enrolada.
Lá vinha Zéca Rodrix com seu fuscão azul.
Lá vinha Iran com sua Brasília.
Enfim, se formos puxar pela memória, que puxemos nos comentários.
E aproveitando, agradeço o comentário da coluna passada, onde deixa claro que "mostramos para nossos filhos que não éramos bundões".
Não fomos e não somos.
E que nossos filhos formem rodas de samba sadias como eram as nossas.
Se estragou, foi depois, onde cada um de nós tomou sua opção e passou a cantar de forma diferente e ver a vida por trás de um copo, onde a imagem sempre era deformada.
Mas estamos por aqui, ainda.
Boa Semana a Todos.
Costa Kotzias
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
MOMENTOS DA DECADA DE 70'
Entre tantas coisas que nos marcaram, os Festivais de Maio foram, sem dúvida, uma das principais.
Mal chegava o sábado e todo mundo ia se preparando para o show, para o baile, para os encontros e, também, para alguns desencontros.
Billy Paul, Johnny Mathis, Demis Roussos, Malcom Roberts, enfim, grandes nomes passaram pelos salões do Clube Curitibano e nós passávamos com eles.
A sensação era de ouvir o LP ao vivo, sair do toca-discos de casa e ver ali na frente, o ídolo, o cantor, a banda, a voz, a menos de 4 metros da gente.
E, ao mesmo tempo, quem queríamos, ao lado da gente. Nem sempre, certo, mas de vez em quando até que dava uma liga.
E todos os bailes com lotação completa, aquele salão (hoje azul) era pequeno para abrigar tanta gente.
Ficávamos pelos corredores, não usávamos mesas, sentávamos no chão na hora do show, ouvíamos e cantávamos atentamente.
Lembro que no show do Demis Roussos fui ao camarim para falar com ele, e em grego. Gordinho simpático, fumador de charuto, pronto para fazer o show da época, cantando sucessos que hoje nem ouvimos mais(ao menos em rádios).
Billy Paul veio no embalo de Your Song, música que animou temporadas de praia, festas de garagem e namoricos de então.
Além disto, Me and Mrs Jones foi especial para a década de 70. Aliás, hoje tem uma regravação de Michael Bubblè que é fora de série.
Malcom Roberts entrou, cantou e quando soltou Love is All, o clube veio abaixo. E reparem que sabíamos a letra inteira. Numa noite, lá pelos idos de 1990, Maneco e eu ouvimos esta música e sabíamos a letra, ainda.
Vendo tudo isto, pergunto como é que cresceu a moçada que hoje tem 25-30 anos?
O Clube continuou trazendo nomes de expressão, mas ações que permitissem um pouco mais de convivência, talvez não.
Na verdade, o clube mudou muito, mas continua sendo o clube do coração de muitos, não só os de nossa idade e de nosso tempo, mas quem freqüenta, gosta do Curitibano.
Pena que os Festivais de Maio terminaram, as gincanas se foram, os Venha à Vontade não existem mais.
Mas, mais uma vez, serei repetitivo: fomos privilegiados.
Nossa geração foi beneficiada por ações, músicas, fatos, momentos, pessoas que entraram e ficaram. E ao ver hoje quem tem 15-20 anos, me dá uma vontade de parar tudo e fazer com que eles vivam, ao menos um pouquinho do que vivemos.
Acho que eles gostariam.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias –
http://costakotzias.blogspot.com/
Mal chegava o sábado e todo mundo ia se preparando para o show, para o baile, para os encontros e, também, para alguns desencontros.
Billy Paul, Johnny Mathis, Demis Roussos, Malcom Roberts, enfim, grandes nomes passaram pelos salões do Clube Curitibano e nós passávamos com eles.
A sensação era de ouvir o LP ao vivo, sair do toca-discos de casa e ver ali na frente, o ídolo, o cantor, a banda, a voz, a menos de 4 metros da gente.
E, ao mesmo tempo, quem queríamos, ao lado da gente. Nem sempre, certo, mas de vez em quando até que dava uma liga.
E todos os bailes com lotação completa, aquele salão (hoje azul) era pequeno para abrigar tanta gente.
Ficávamos pelos corredores, não usávamos mesas, sentávamos no chão na hora do show, ouvíamos e cantávamos atentamente.
Lembro que no show do Demis Roussos fui ao camarim para falar com ele, e em grego. Gordinho simpático, fumador de charuto, pronto para fazer o show da época, cantando sucessos que hoje nem ouvimos mais(ao menos em rádios).
Billy Paul veio no embalo de Your Song, música que animou temporadas de praia, festas de garagem e namoricos de então.
Além disto, Me and Mrs Jones foi especial para a década de 70. Aliás, hoje tem uma regravação de Michael Bubblè que é fora de série.
Malcom Roberts entrou, cantou e quando soltou Love is All, o clube veio abaixo. E reparem que sabíamos a letra inteira. Numa noite, lá pelos idos de 1990, Maneco e eu ouvimos esta música e sabíamos a letra, ainda.
Vendo tudo isto, pergunto como é que cresceu a moçada que hoje tem 25-30 anos?
O Clube continuou trazendo nomes de expressão, mas ações que permitissem um pouco mais de convivência, talvez não.
Na verdade, o clube mudou muito, mas continua sendo o clube do coração de muitos, não só os de nossa idade e de nosso tempo, mas quem freqüenta, gosta do Curitibano.
Pena que os Festivais de Maio terminaram, as gincanas se foram, os Venha à Vontade não existem mais.
Mas, mais uma vez, serei repetitivo: fomos privilegiados.
Nossa geração foi beneficiada por ações, músicas, fatos, momentos, pessoas que entraram e ficaram. E ao ver hoje quem tem 15-20 anos, me dá uma vontade de parar tudo e fazer com que eles vivam, ao menos um pouquinho do que vivemos.
Acho que eles gostariam.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias –
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Momentos 70'
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
MOMENTOS DA DECADA E 70'
Uma das coisas mais marcantes da década de 70, embora simples, foram as saídas de colégios.
Fazíamos o circuito SAGRADO-CAÇA-SION com regularidade, mantendo sempre alguns locais certos de estacionamento, encontrando amigos, pessoas, turmas e batendo o ponto na esquina do Sagrado, em frente ao Caça e na rua do Sion.
Namorados ficavam esperando as namoradas saírem e já se arrancavam.
Candidatos ficavam esperando as candidatas saírem e lá ficavam.
Elas, selecionando alguns, desprezando outros, sempre sabendo quem olhar, com quem sair, com quem a atenção seria dada.
Era um ritual que terminava lá pelo meio-dia e meia, mas que era quase obrigatório para quem já tinha carro. E quem não tinha, mas tinha interesses, ia de carona com algum amigo.
Saíamos antes de nossas aulas, matávamos a última aula ou as aulas depois das dez da manhã e lá estávamos todos, posicionados e esperando o movimento começar.
Som Road Star, Mitsubishi e fitas K-7 para todos os lados.
Comentários sobre o Flash de sexta-feira, a Hípica de sexta-feira, o Sírio de sábado e assim ia.
Nossa juventude não tinha tantas opções assim, mas soubemos como fazer a coisa certa.
De muitas saídas de colégios iniciaram-se namoros. Alguns duradouros, outros até hoje (que o diga eu, com a Bethinha).
Mas as saídas também nos revelavam quem era quem.
O comportamento das meninas naquele tempo já mostrava um perfil de cada uma.
E teve um dia, que Omarzinho Sabbag e Marquinho Bassetti foram tranqüilos, lá pelo meio dia, “pegar” as saídas dos colégios.
Acharam algo de estranho, que ninguém aparecia, conferiram os relógios, olharam um para a cara do outro e daí, com uma cara de se esconder, descobriram que era dia 14 de Julho. Férias. Ninguém tinha aula.
Boa semana para todos.
Costa Kotzias
http://costakotzias.blogspot.com
Fazíamos o circuito SAGRADO-CAÇA-SION com regularidade, mantendo sempre alguns locais certos de estacionamento, encontrando amigos, pessoas, turmas e batendo o ponto na esquina do Sagrado, em frente ao Caça e na rua do Sion.
Namorados ficavam esperando as namoradas saírem e já se arrancavam.
Candidatos ficavam esperando as candidatas saírem e lá ficavam.
Elas, selecionando alguns, desprezando outros, sempre sabendo quem olhar, com quem sair, com quem a atenção seria dada.
Era um ritual que terminava lá pelo meio-dia e meia, mas que era quase obrigatório para quem já tinha carro. E quem não tinha, mas tinha interesses, ia de carona com algum amigo.
Saíamos antes de nossas aulas, matávamos a última aula ou as aulas depois das dez da manhã e lá estávamos todos, posicionados e esperando o movimento começar.
Som Road Star, Mitsubishi e fitas K-7 para todos os lados.
Comentários sobre o Flash de sexta-feira, a Hípica de sexta-feira, o Sírio de sábado e assim ia.
Nossa juventude não tinha tantas opções assim, mas soubemos como fazer a coisa certa.
De muitas saídas de colégios iniciaram-se namoros. Alguns duradouros, outros até hoje (que o diga eu, com a Bethinha).
Mas as saídas também nos revelavam quem era quem.
O comportamento das meninas naquele tempo já mostrava um perfil de cada uma.
E teve um dia, que Omarzinho Sabbag e Marquinho Bassetti foram tranqüilos, lá pelo meio dia, “pegar” as saídas dos colégios.
Acharam algo de estranho, que ninguém aparecia, conferiram os relógios, olharam um para a cara do outro e daí, com uma cara de se esconder, descobriram que era dia 14 de Julho. Férias. Ninguém tinha aula.
Boa semana para todos.
Costa Kotzias
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Momentos 70'
domingo, 11 de outubro de 2009
MOMENTOS DA DECADA DE 70'
12 de outubro.
O chamado Dia da Criança.
Aquela criança que fomos um dia e ainda mantemos um pouco dela dentro de nós. Mesmo que timidamente.
Dia de ganhar presentes, dia de sorrir, dia de saber que éramos – e fomos- muito amados.
Não só pelos presentes, mas pelo amor, pelo carinho, pela atenção que recebemos de nossos pais, por mais que eles trabalhassem e corressem.
Somos de uma geração onde as mães ficavam em casa e os pais corriam. E a educação era outra. Mais severa e exemplar.
E com isso, tivemos mais emoções no dia das crianças do que as crianças de hoje, se bem que, quem tem crianças em casa, dedica-se a elas neste dia, nem que seja por meia hora.
No nosso tempo, a festa era inteira, desde os primeiros dias do amanhecer. Tinha gente que não ia pra aula, até porque era feriado.
Presentes que nos enchiam de felicidade, fosse o mais simples ou o mais cobiçado.
Quando merecíamos, ganhávamos.
E quando ganhávamos, éramos exemplo para o mundo da felicidade.
A roupa da Maison Blanche ou da Mazer, o sapato da Cinderela ou já da Mendes, a calça brim curinga da Curitex, a sessão de cinema do Cine Vitória, o pacote de doces do “baleiro-balas” da rua. E como gostávamos de tudo isto. Até algodão-doce era bom.
Um pacotinho de bala de côco da confeitaria ao lado do Cine Avenida era uma conquista.
Meninas de roupinhas límpidas e brancas, arrumadinhas sem poder nem brincar.
Meninos com roupas corretas e sapatos brilhando, sem poder correr.
Mas corremos, brincamos, nos sujamos, nos lambuzamos e nos pintamos em qualquer festa que freqüentamos.
Defendo sempre que nosso tempo de criança era mais legal que os de hoje.
Um cabo de vassoura e uma tampa de lata de cera era o suficiente. Um pacotinho de bolas de gude era tudo para passarmos horas com “quero-tudo-não-dô-nada”, “limpas” e outros termos que usamos.
Jogar bafo era sensacional, pois já molhávamos a palma da mão para grudar a figurinha.
As meninas se contentavam com bonecas imensas ou minúsculas, mas que fossem da moda. Algumas até hoje existem.
Juntos, brincávamos de polícia-e-ladrão com a ingenuidade de crianças.
De médico, uma vez ou outra, mas quase todo mundo brincou.
12 de outubro.
Dia de abraçarmos uns aos outros, visto que não somos mais crianças, mas fomos crianças privilegiadas.
A educação e a criação que tivemos, repassamos hoje aos nossos filhos.
Mas é diferente. É tudo diferente.
Nossos valores não são os deles, mas eles sabem quais são os nossos.
Ainda bem.
Abraços às crianças de 45 pra mais.
Abraços às crianças que foram – e são – felizes.
Até pra semana.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias.
http://costakotzias.blogspot.com
O chamado Dia da Criança.
Aquela criança que fomos um dia e ainda mantemos um pouco dela dentro de nós. Mesmo que timidamente.
Dia de ganhar presentes, dia de sorrir, dia de saber que éramos – e fomos- muito amados.
Não só pelos presentes, mas pelo amor, pelo carinho, pela atenção que recebemos de nossos pais, por mais que eles trabalhassem e corressem.
Somos de uma geração onde as mães ficavam em casa e os pais corriam. E a educação era outra. Mais severa e exemplar.
E com isso, tivemos mais emoções no dia das crianças do que as crianças de hoje, se bem que, quem tem crianças em casa, dedica-se a elas neste dia, nem que seja por meia hora.
No nosso tempo, a festa era inteira, desde os primeiros dias do amanhecer. Tinha gente que não ia pra aula, até porque era feriado.
Presentes que nos enchiam de felicidade, fosse o mais simples ou o mais cobiçado.
Quando merecíamos, ganhávamos.
E quando ganhávamos, éramos exemplo para o mundo da felicidade.
A roupa da Maison Blanche ou da Mazer, o sapato da Cinderela ou já da Mendes, a calça brim curinga da Curitex, a sessão de cinema do Cine Vitória, o pacote de doces do “baleiro-balas” da rua. E como gostávamos de tudo isto. Até algodão-doce era bom.
Um pacotinho de bala de côco da confeitaria ao lado do Cine Avenida era uma conquista.
Meninas de roupinhas límpidas e brancas, arrumadinhas sem poder nem brincar.
Meninos com roupas corretas e sapatos brilhando, sem poder correr.
Mas corremos, brincamos, nos sujamos, nos lambuzamos e nos pintamos em qualquer festa que freqüentamos.
Defendo sempre que nosso tempo de criança era mais legal que os de hoje.
Um cabo de vassoura e uma tampa de lata de cera era o suficiente. Um pacotinho de bolas de gude era tudo para passarmos horas com “quero-tudo-não-dô-nada”, “limpas” e outros termos que usamos.
Jogar bafo era sensacional, pois já molhávamos a palma da mão para grudar a figurinha.
As meninas se contentavam com bonecas imensas ou minúsculas, mas que fossem da moda. Algumas até hoje existem.
Juntos, brincávamos de polícia-e-ladrão com a ingenuidade de crianças.
De médico, uma vez ou outra, mas quase todo mundo brincou.
12 de outubro.
Dia de abraçarmos uns aos outros, visto que não somos mais crianças, mas fomos crianças privilegiadas.
A educação e a criação que tivemos, repassamos hoje aos nossos filhos.
Mas é diferente. É tudo diferente.
Nossos valores não são os deles, mas eles sabem quais são os nossos.
Ainda bem.
Abraços às crianças de 45 pra mais.
Abraços às crianças que foram – e são – felizes.
Até pra semana.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias.
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Momentos 70'
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
MOMENTOS DA DÉCADA DE 70'
Tia Mirtes se muda da Praça Tiradentes para a Benjamin Constant.
O Edifício Orion ficava ao lado de minha casa.
Um belo dia, alguém teve a idéia de fazer um campinho de vôlei no terreno baldio da esquina da Benjamin com a Saldanha da Gama. Passados alguns dias, lá estava o campinho de vôlei, pronto, com postes e rede.
E aos sábados, a partir das 15 horas, todos nós nos encontrávamos ali para papear, jogar vôlei e reunir a turma. Vários encontros, vários jogos, vários momentos de alegria e prazer.
Naqueles anos, ainda éramos jovens com perspectivas para um futuro que estava longe. Hoje, já chegou. E como jovens, as preocupações eram pequenas, tanto para meninos, quanto para as meninas.
As programações eram diversas, muitos já estavam namorando, outras ainda não.
Festas aqui e ali, reuniões em casa de amigos, cerveja e uísque davam o tom dos encontros. Havia quem preferisse vinho branco.
Nestes anos, a boate do Sírio Libanês era o ponto de encontro. Mas dificilmente os que estavam namorando levavam as namoradas. Parecia uma tradição. Batia meia noite e todos os namorados iam embora. Dali a pouco, todos no Sírio.
Som de primeira, ambiente legal, bebida barata, amigos e amigas que se encontravam ao som de Gloria Gaynor ou The Tramps.
Uma noite, no Sírio, o show anunciado era com OS NOVOS BAIANOS, composição original com Baby Consuelo, Moraes Moreira e Pepeu Gomes. Aquilo lotou e eu assisti ao show lá da escada, sentadinho no degrau e prestando atenção à Preta, Pretinha, entre tantas outras músicas. Bela iniciativa da diretoria, na época formada pelo Carvalho, pelo Dado Bassetti, pelo Omarzinho Sabbag e mais alguns corajosos que conseguiram fazer com que o Sírio marcasse época. Até o decalque era disputadíssimo, com um libanês de perfil, desenhado pelo Fafo.
Um tempo onde conhecemos algumas pessoas e pudemos aumentar ainda mais o número de amizades mesmo para quem não era do Paxazinho.
E paralelo a isto, ainda tínhamos os Festivais de Maio, assunto que merece crônicas à parte, pois aí tem histórias, de monte. Não só pelas gincanas, mas também pelos shows e festas que aconteciam.
Por ali passaram grandes nomes musicais e shows inesquecíveis, onde, com nossos cabelos compridos e as mini-saias à toda, vivemos uma época que não se repete mais, nem de longe.
Mas na próxima, vamos lembrar de alguns para matar saudade e contar casos interessantes.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias
http://costakotzias.blogspot.com
O Edifício Orion ficava ao lado de minha casa.
Um belo dia, alguém teve a idéia de fazer um campinho de vôlei no terreno baldio da esquina da Benjamin com a Saldanha da Gama. Passados alguns dias, lá estava o campinho de vôlei, pronto, com postes e rede.
E aos sábados, a partir das 15 horas, todos nós nos encontrávamos ali para papear, jogar vôlei e reunir a turma. Vários encontros, vários jogos, vários momentos de alegria e prazer.
Naqueles anos, ainda éramos jovens com perspectivas para um futuro que estava longe. Hoje, já chegou. E como jovens, as preocupações eram pequenas, tanto para meninos, quanto para as meninas.
As programações eram diversas, muitos já estavam namorando, outras ainda não.
Festas aqui e ali, reuniões em casa de amigos, cerveja e uísque davam o tom dos encontros. Havia quem preferisse vinho branco.
Nestes anos, a boate do Sírio Libanês era o ponto de encontro. Mas dificilmente os que estavam namorando levavam as namoradas. Parecia uma tradição. Batia meia noite e todos os namorados iam embora. Dali a pouco, todos no Sírio.
Som de primeira, ambiente legal, bebida barata, amigos e amigas que se encontravam ao som de Gloria Gaynor ou The Tramps.
Uma noite, no Sírio, o show anunciado era com OS NOVOS BAIANOS, composição original com Baby Consuelo, Moraes Moreira e Pepeu Gomes. Aquilo lotou e eu assisti ao show lá da escada, sentadinho no degrau e prestando atenção à Preta, Pretinha, entre tantas outras músicas. Bela iniciativa da diretoria, na época formada pelo Carvalho, pelo Dado Bassetti, pelo Omarzinho Sabbag e mais alguns corajosos que conseguiram fazer com que o Sírio marcasse época. Até o decalque era disputadíssimo, com um libanês de perfil, desenhado pelo Fafo.
Um tempo onde conhecemos algumas pessoas e pudemos aumentar ainda mais o número de amizades mesmo para quem não era do Paxazinho.
E paralelo a isto, ainda tínhamos os Festivais de Maio, assunto que merece crônicas à parte, pois aí tem histórias, de monte. Não só pelas gincanas, mas também pelos shows e festas que aconteciam.
Por ali passaram grandes nomes musicais e shows inesquecíveis, onde, com nossos cabelos compridos e as mini-saias à toda, vivemos uma época que não se repete mais, nem de longe.
Mas na próxima, vamos lembrar de alguns para matar saudade e contar casos interessantes.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias
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Momentos 70'
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
MOMENTOS DA DÉCADA DE 70'
Sem dúvida, aqueles que viveram a década de 70 irão entender muito bem o que segue.
Naqueles idos, não tínhamos rádios Fm, internet, Cds e nada disto.
Obviamente, vivíamos ao som da Rádio Iguaçu, da Atalaia e da Cruzeiro do Sul, as que existiam e nos traziam informação cultural mais adequada. Mas foi com elas que começamos a conhecer uma série de músicas que ainda hoje sabemos quase todas, mas conhecemos todas, sem dúvida. E como disse na semana anterior, agora segue uma relação das chamadas “lentas”, que era comum dançarmos em garagens, no Curitibano e em festas de 15 anos com nossos ternos Club Um e sapatos La Pisanina.Vamos a uma relação considerada essencial para um bom Cd de carro ou da sala de som. Ou até mesmo IPod.
*IF – BREAD
*I’M GONNA GET MARRIED –
*RAINDROPS KEEP FALLIN’ ON MY HEAD – B J THOMAS
*OH ME OH MY – B J THOMAS
*LOVE IS ALL – MALCOM ROBERTS
*YOU’VE GOT YOUR TROUBLES – JACK JONES
*MY CHERRIE AMOUR – STEVIE WONDER
*F…COMME FEMME – ADAMO
*SANTANA – SAMBA PA TI
*RINGO STAR – IT DON’T COME EASY
*PETER, PAUL AND MARRY – LEAVING ON A JET PLANE
*MORRIS ALBERT – FEELINGS
*OLIVER – GOOD MORNING STARSHINE
*JOSÉ FELICIANO – LIGHT MY FIRE
*JOHNNY RIVERS – DO YOU WANNA DANCE
*HERB ALBERT- RISE
*GEORGE HARRISON – MY SWEET LORD
*FRANKIE VALLI – CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU
*CHRIS MONTEZ – THE MORE I SEE YOU
Tem tanta música que cabe em mais algumas colunas.
Mas por hoje, estas são aquelas que fazem a gente parar um pouco e pensar no tempo, “nelas”, nas situações, nos momentos.
Duas coisas viram cicatrizes na vida da gente: músicas e perfumes.
Sobre perfumes, alguém mais entendido pode escrever.
Eu só lembro de dois cheiros que são inesquecíveis.
Mas isto é assunto para outra coluna.
Até pra semana.
Costa Kotzias
http://costakotzias.blogspot.com
Naqueles idos, não tínhamos rádios Fm, internet, Cds e nada disto.
Obviamente, vivíamos ao som da Rádio Iguaçu, da Atalaia e da Cruzeiro do Sul, as que existiam e nos traziam informação cultural mais adequada. Mas foi com elas que começamos a conhecer uma série de músicas que ainda hoje sabemos quase todas, mas conhecemos todas, sem dúvida. E como disse na semana anterior, agora segue uma relação das chamadas “lentas”, que era comum dançarmos em garagens, no Curitibano e em festas de 15 anos com nossos ternos Club Um e sapatos La Pisanina.Vamos a uma relação considerada essencial para um bom Cd de carro ou da sala de som. Ou até mesmo IPod.
*IF – BREAD
*I’M GONNA GET MARRIED –
*RAINDROPS KEEP FALLIN’ ON MY HEAD – B J THOMAS
*OH ME OH MY – B J THOMAS
*LOVE IS ALL – MALCOM ROBERTS
*YOU’VE GOT YOUR TROUBLES – JACK JONES
*MY CHERRIE AMOUR – STEVIE WONDER
*F…COMME FEMME – ADAMO
*SANTANA – SAMBA PA TI
*RINGO STAR – IT DON’T COME EASY
*PETER, PAUL AND MARRY – LEAVING ON A JET PLANE
*MORRIS ALBERT – FEELINGS
*OLIVER – GOOD MORNING STARSHINE
*JOSÉ FELICIANO – LIGHT MY FIRE
*JOHNNY RIVERS – DO YOU WANNA DANCE
*HERB ALBERT- RISE
*GEORGE HARRISON – MY SWEET LORD
*FRANKIE VALLI – CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU
*CHRIS MONTEZ – THE MORE I SEE YOU
Tem tanta música que cabe em mais algumas colunas.
Mas por hoje, estas são aquelas que fazem a gente parar um pouco e pensar no tempo, “nelas”, nas situações, nos momentos.
Duas coisas viram cicatrizes na vida da gente: músicas e perfumes.
Sobre perfumes, alguém mais entendido pode escrever.
Eu só lembro de dois cheiros que são inesquecíveis.
Mas isto é assunto para outra coluna.
Até pra semana.
Costa Kotzias
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Momentos 70'
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
MOMENTOS DA DÉCADA DE 70'
Em função da festa “See you in September”, segue aqui uma relação obrigatória de músicas que marcaram aqueles tempos.
Fácil de encontrar na internet, através do ARES P2P você “baixa” rapidinho e faz um CD daqueles. Se bem que todas as músicas boas daquele tempo não cabem em um só CD.
Mas depois fazemos outra seleção, inclusive de músicas lentas.
Anote aí as embaladinhas de 70’.
Isto sim foi uma época boa de músicas.
Hoje ainda temos coisas boas, mas estas ficaram em nossas memórias. Dançamos muuuuiiiito tudo isto aqui.
Ia comentar as músicas, mas o blog limita o espaço.
Comentaremos pra frente.
*Bad luck – harold melvin and blue notes
*You’re the first, the last, my everything – barry white
*I will survive – gloria gaynor
*Ain’t that enough for you – john davis and orchestra
*Heaven must be missing an angel – Tavares
*Dance and shake your tambourine – universal robot band
*Get up and boogie – silver convention
*The best disco in town – the Ritchie family
*Could it be magic – donna summer
*San Francisco – village people
*Your song – billy paul
*I got to rio – peter allen
*Copacabana – barry manilow
*Right here – swv
*Let’s all chant – narada michael
*September – earth wind & fire
*Disco inferno – the tramps
*Stayin’alive – bee gees
*I see you when I git there – lou rawls
Pra semana, uma relação nova de músicas lentas, daquelas da Rádio Iguaçu Am, quando as festas eram em garagens e a conquista era mais gostosa.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias
http://costakotzias.blogspot.com
Fácil de encontrar na internet, através do ARES P2P você “baixa” rapidinho e faz um CD daqueles. Se bem que todas as músicas boas daquele tempo não cabem em um só CD.
Mas depois fazemos outra seleção, inclusive de músicas lentas.
Anote aí as embaladinhas de 70’.
Isto sim foi uma época boa de músicas.
Hoje ainda temos coisas boas, mas estas ficaram em nossas memórias. Dançamos muuuuiiiito tudo isto aqui.
Ia comentar as músicas, mas o blog limita o espaço.
Comentaremos pra frente.
*Bad luck – harold melvin and blue notes
*You’re the first, the last, my everything – barry white
*I will survive – gloria gaynor
*Ain’t that enough for you – john davis and orchestra
*Heaven must be missing an angel – Tavares
*Dance and shake your tambourine – universal robot band
*Get up and boogie – silver convention
*The best disco in town – the Ritchie family
*Could it be magic – donna summer
*San Francisco – village people
*Your song – billy paul
*I got to rio – peter allen
*Copacabana – barry manilow
*Right here – swv
*Let’s all chant – narada michael
*September – earth wind & fire
*Disco inferno – the tramps
*Stayin’alive – bee gees
*I see you when I git there – lou rawls
Pra semana, uma relação nova de músicas lentas, daquelas da Rádio Iguaçu Am, quando as festas eram em garagens e a conquista era mais gostosa.
Boa semana a todos.
Costa Kotzias
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Momentos 70'
terça-feira, 15 de setembro de 2009
MOMENTOS DA DECADA DE 70'
15 de Setembro - aniversário do Costa. O Blog apresenta o colunista da Segunda-feira, que hoje sai na Terça para homenageá-lo. Receba o Parabéns Especial do Blog e o carinho da galera Les Paxá.
E lá pelos idos bons que temos comentado, aparecem, a partir de 1974, as discotecas.
Todas vieram no embalo americano de Night Fever e do filme de John Travolta.
Mas, um pouco antes já tínhamos idéia do que viria, com o surgimento de Donna Summer, Barry White e alguns conjuntos como The Temptations e The Stylistics, embora este fosse mais da música lenta.
Antes de se falar em boates e discotecas, bom lembrar que nesta época o que nos embalava era a Rádio Iguaçu AM. Somente em 1978 (acho) surgiu a Transamérica FM que trouxe outra linguagem com a novidade da FM.
Mas voltando às discotecas. Tivemos o Zimbaloo, que foi a primeira a tocar músicas dançantes. Seguiram-se o Flash na Brigadeiro Franco, onde muitos de nós dançamos, fomos dançados, bebemos, esquecemos, voltamos, enfim, vivemos uma época áurea naquele ambiente. Ao mesmo tempo, a Disco Sundae era pequena, mas cumpridora de um astral legal. Lá, em 1979, fiz a primeira festa Resumo dos anos 70, esta mesma que depois dei o nome de “See you in September” e sexta passada aconteceu no Curitibano. Mas que seja sempre com alto astral. A Papeete veio na Vicente Machado com um novo conceito de discoteca, já mais modelada com luzes que brotavam do chão e um som de primeiríssima qualidade.
E na época, a Papeete esvaziou a Jackie O, também inesquecível por momentos lá vividos, inclusive com festas à fantasia. O som era muito bom, também. Sem esquecer da Dig It e uma na João Negrão que esqueci o nome.
Enfim, era tudo novidade e acompanhada de música de primeira linha.
Para quem ia ao Rio, a Hippopotamus marcou tempo e a Privê, na praça general Osório, também. Sem falar nas outras tantas por onde passamos, sempre com a batida da disco presente em nossos ouvidos. E se prestarem atenção, as músicas techno de hoje são baseadas na batida disco. É só ouvir e comparar.
No Flash, a reinauguração com traje a rigor marcou época. Foi uma das raras vezes em que se viu todo mundo com as namoradas de então. Geralmente, aos sábados lá íamos nós sozinhos para “circular” e ver o que é que dava. Às vezes, dava. A Angels Flight, veio depois, mas ainda pegou uma leva de pessoas que hoje recordam com saudades daquelas passarelas. E tinha mais uma, na descida da Visconde de Guarapuava, que alguém vai me ajudar a lembrar o nome.
Tempos que não serão esquecidos, boates e discotecas que marcaram a vida de muitos, músicas eternas.
Teve época melhor?
BOA SEMANA A TODOS.
Costa Kotzias.
costakotzias.blogspot.com
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Momentos 70'
terça-feira, 8 de setembro de 2009
MOMENTOS DA DÉCADA DE 70'
No final das contas, somos especiais.
Especiais por termos vivido uma das melhores décadas dos últimos anos, a década de 70.
Claro que vivemos porque tínhamos a idade da descoberta e do aprendizado, tínhamos uma turma atrás da outra, éramos amigos inseparáveis, íamos aos mesmos lugares e aprendemos que o respeito se adquire com a convivência.
A década de 70 foi, sem dúvida, um “show” de vivência, de conhecimento e de aventuras. Aventuras, sim.
Viajar era questão de cinco minutos. Ir para a praia era questão de dois olhares.
Carnaval em Florianópolis era questão de um primeiro falar e todos seguirem atrás.
E a década nos trouxe fatos, acontecimentos, coisas e detalhes que não esquecemos até hoje, passados estes aninhos que nos animam a continuar vivos.
Carros, por exemplo.
Mavericks, Chevettes, Brasílias e Opalas eram a atração.
Os Chevettes, na sua maioria, rebaixados e com rodas Scorro de gomo, polidas na PoliCenter e impecáveis com flanela e Brasso, aquela porra que ficávamos esfregando sem parar.
No painel, um Mitsubishi ou um Road Star davam o toque sutil de um som que inaugurava os twitters, os módulos (chamados de amplificadores), o som alto, quase puro, oriundo de fitas K-7.
Gravei centenas delas. E tem gente que até hoje tem as fitas – e tocam.
Maverick era o carro brabo, veloz, confortável para quem ia na frente, também com rodas polidas e som.
Alguns, tão limpos que dava para comer em cima do capô, dava para deitar sem sujar a camisa branca do Magazin Avenida.
Brasílias eram com motor 1600, rebaixadas, rodas largas, som de primeira e algumas mais limpas que outras.
Opalas, duas portas e 4100 eram o must.
Mas o 4 portas começou a pegar no final de 1976, 77.
Sem falar em alguns fuscões.
E todos estes carros, todos os seus donos, fizeram poucas cagadas se comparadas aos jovens de hoje.
Acidentes aconteciam, mas em menor escala. Bebedeiras havia, mas em menor risco. Brigas, raramente, mas quando aconteciam eram relembradas tempos depois.
Para falar desta década, sem dúvida, é necessário mais que um espaço limitado, mas daí que fica bom, pois tem assunto para todos, envolvendo muita gente e histórias de bares, discotéques, boates, encontros, desencontros, enfim, tudo que fez parte de nossas vidas.
Pra semana que vem, continuamos. E com a memória bem fresca.
Das saídas de colégio a festas de aniversários. Tudo, um pouco.
BOA SEMANA A TODOS.
Costa Kotzias.
costakotzias.blogspot.com
Especiais por termos vivido uma das melhores décadas dos últimos anos, a década de 70.
Claro que vivemos porque tínhamos a idade da descoberta e do aprendizado, tínhamos uma turma atrás da outra, éramos amigos inseparáveis, íamos aos mesmos lugares e aprendemos que o respeito se adquire com a convivência.
A década de 70 foi, sem dúvida, um “show” de vivência, de conhecimento e de aventuras. Aventuras, sim.
Viajar era questão de cinco minutos. Ir para a praia era questão de dois olhares.
Carnaval em Florianópolis era questão de um primeiro falar e todos seguirem atrás.
E a década nos trouxe fatos, acontecimentos, coisas e detalhes que não esquecemos até hoje, passados estes aninhos que nos animam a continuar vivos.
Carros, por exemplo.
Mavericks, Chevettes, Brasílias e Opalas eram a atração.
Os Chevettes, na sua maioria, rebaixados e com rodas Scorro de gomo, polidas na PoliCenter e impecáveis com flanela e Brasso, aquela porra que ficávamos esfregando sem parar.
No painel, um Mitsubishi ou um Road Star davam o toque sutil de um som que inaugurava os twitters, os módulos (chamados de amplificadores), o som alto, quase puro, oriundo de fitas K-7.
Gravei centenas delas. E tem gente que até hoje tem as fitas – e tocam.
Maverick era o carro brabo, veloz, confortável para quem ia na frente, também com rodas polidas e som.
Alguns, tão limpos que dava para comer em cima do capô, dava para deitar sem sujar a camisa branca do Magazin Avenida.
Brasílias eram com motor 1600, rebaixadas, rodas largas, som de primeira e algumas mais limpas que outras.
Opalas, duas portas e 4100 eram o must.
Mas o 4 portas começou a pegar no final de 1976, 77.
Sem falar em alguns fuscões.
E todos estes carros, todos os seus donos, fizeram poucas cagadas se comparadas aos jovens de hoje.
Acidentes aconteciam, mas em menor escala. Bebedeiras havia, mas em menor risco. Brigas, raramente, mas quando aconteciam eram relembradas tempos depois.
Para falar desta década, sem dúvida, é necessário mais que um espaço limitado, mas daí que fica bom, pois tem assunto para todos, envolvendo muita gente e histórias de bares, discotéques, boates, encontros, desencontros, enfim, tudo que fez parte de nossas vidas.
Pra semana que vem, continuamos. E com a memória bem fresca.
Das saídas de colégio a festas de aniversários. Tudo, um pouco.
BOA SEMANA A TODOS.
Costa Kotzias.
costakotzias.blogspot.com
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Momentos 70'
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
MOMENTOS DA DÉCADA DE 70'
Mal começava o ano de 1975 e o mês de maio já era aguardado com expectativa e tensão.
Tradicionalmente, a gincana do Clube Curitibano reunia equipes adversárias e competentes para a disputa mais acirrada da década de 70. Uma guerra.
Naquele ano, o Les Paxá formou duas equipes. Uma, a titular e veterana, ficou sediada na casa do Guido Campelo. A outra, chamada de Paxazinho, ficou sediada em minha casa, na Benjamin Constant de tantas lembranças.
Tudo pronto, equipes montadas, saem os envelopes com as provas.
Um final de semana para aterrorizar quem levava gincana a sério.
Nada de correria, embora sempre exista, mas com calma, provas foram analisadas, telefonemas dados, e eu ao lado da querida Nena Gubert, centralizamos a forma de ação para pessoas e blocos.Cada um para um lado, atrás de provas. Por telefone, Guido e eu falávamos sobre provas atingidas e sobre provas mais cabeludas, algumas até impossíveis, como “qual o elevador de Curitiba que tem a placa com o número XXXXX.”
Lá pelas onze da noite, todos cansados, mas animados.
A maioria das provas já conseguidas, inclusive saber o que era Lesoto, se não me engano.
No domingo, dentro de uma caixa de geladeira grande, as provas deveriam ser entregues na diretoria do Clube.
Encontram-se todos na casa do Guido, revisam as provas, monta-se a caixa do Paxazinho, chamada de A Turma da Santa e rumo ao clube.
Fila imensa de carros, nervosismo, certeza de uma vitória.
No outro lado, PV era concorrente mais forte.
Sai o resultado, vencemos a gincana.
Festa, alegria, abraços, lágrimas, parecia mais um resultado de vestibular do que outra coisa.
Paxa e Paxazinho abraçados, festa e alegria.
Fosse hoje, algumas músicas em coro seriam cantadas, tipo torcida de futebol.
Armando, Guido, Cid, Glay, Nena, eu, Marquinho Bassetti, Go, Kalo, Tia Myrthes e mais uma pilha de gente, eram só sorrisos.
E reparem que a gincana era na unha, na garra, na correria e na organização.
Não havia celular, internet, i-pod, blackberry, nada disso.
Cabeças, ações ordenadas e planejamento.
Nena Gubert, desde aquele dia, mostrou que quem tem calma e cabeça, age melhor e não erra. Aprendi muito com ela.
Mas mais do que o prêmio da gincana, mais do que a farra e a festa, o Paxá formou amigos, uma turma que é mais uma família do que um apanhado de pessoas.
E o Paxazinho, a mesma coisa.
Bons tempos. Boas histórias. Vem mais por aí.
BOA SEMANA A TODOS.
Costa Kotzias.
costakotzias.blogspot.com
Tradicionalmente, a gincana do Clube Curitibano reunia equipes adversárias e competentes para a disputa mais acirrada da década de 70. Uma guerra.
Naquele ano, o Les Paxá formou duas equipes. Uma, a titular e veterana, ficou sediada na casa do Guido Campelo. A outra, chamada de Paxazinho, ficou sediada em minha casa, na Benjamin Constant de tantas lembranças.
Tudo pronto, equipes montadas, saem os envelopes com as provas.
Um final de semana para aterrorizar quem levava gincana a sério.
Nada de correria, embora sempre exista, mas com calma, provas foram analisadas, telefonemas dados, e eu ao lado da querida Nena Gubert, centralizamos a forma de ação para pessoas e blocos.Cada um para um lado, atrás de provas. Por telefone, Guido e eu falávamos sobre provas atingidas e sobre provas mais cabeludas, algumas até impossíveis, como “qual o elevador de Curitiba que tem a placa com o número XXXXX.”
Lá pelas onze da noite, todos cansados, mas animados.
A maioria das provas já conseguidas, inclusive saber o que era Lesoto, se não me engano.
No domingo, dentro de uma caixa de geladeira grande, as provas deveriam ser entregues na diretoria do Clube.
Encontram-se todos na casa do Guido, revisam as provas, monta-se a caixa do Paxazinho, chamada de A Turma da Santa e rumo ao clube.
Fila imensa de carros, nervosismo, certeza de uma vitória.
No outro lado, PV era concorrente mais forte.
Sai o resultado, vencemos a gincana.
Festa, alegria, abraços, lágrimas, parecia mais um resultado de vestibular do que outra coisa.
Paxa e Paxazinho abraçados, festa e alegria.
Fosse hoje, algumas músicas em coro seriam cantadas, tipo torcida de futebol.
Armando, Guido, Cid, Glay, Nena, eu, Marquinho Bassetti, Go, Kalo, Tia Myrthes e mais uma pilha de gente, eram só sorrisos.
E reparem que a gincana era na unha, na garra, na correria e na organização.
Não havia celular, internet, i-pod, blackberry, nada disso.
Cabeças, ações ordenadas e planejamento.
Nena Gubert, desde aquele dia, mostrou que quem tem calma e cabeça, age melhor e não erra. Aprendi muito com ela.
Mas mais do que o prêmio da gincana, mais do que a farra e a festa, o Paxá formou amigos, uma turma que é mais uma família do que um apanhado de pessoas.
E o Paxazinho, a mesma coisa.
Bons tempos. Boas histórias. Vem mais por aí.
BOA SEMANA A TODOS.
Costa Kotzias.
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