12 de outubro. O chamado Dia da Criança. Aquela criança que fomos um dia e ainda mantemos um pouco dela dentro de nós. Mesmo que timidamente. Dia de ganhar presentes, dia de sorrir, dia de saber que éramos – e fomos- muito amados. Não só pelos presentes, mas pelo amor, pelo carinho, pela atenção que recebemos de nossos pais, por mais que eles trabalhassem e corressem. Somos de uma geração onde as mães ficavam em casa e os pais corriam. E a educação era outra. Mais severa e exemplar. E com isso, tivemos mais emoções no dia das crianças do que as crianças de hoje, se bem que, quem tem crianças em casa, dedica-se a elas neste dia, nem que seja por meia hora. No nosso tempo, a festa era inteira, desde os primeiros dias do amanhecer. Tinha gente que não ia pra aula, até porque era feriado. Presentes que nos enchiam de felicidade, fosse o mais simples ou o mais cobiçado. Quando merecíamos, ganhávamos. E quando ganhávamos, éramos exemplo para o mundo da felicidade. A roupa da Maison Blanche ou da Mazer, o sapato da Cinderela ou já da Mendes, a calça brim curinga da Curitex, a sessão de cinema do Cine Vitória, o pacote de doces do “baleiro-balas” da rua. E como gostávamos de tudo isto. Até algodão-doce era bom. Um pacotinho de bala de côco da confeitaria ao lado do Cine Avenida era uma conquista. Meninas de roupinhas límpidas e brancas, arrumadinhas sem poder nem brincar. Meninos com roupas corretas e sapatos brilhando, sem poder correr. Mas corremos, brincamos, nos sujamos, nos lambuzamos e nos pintamos em qualquer festa que freqüentamos. Defendo sempre que nosso tempo de criança era mais legal que os de hoje. Um cabo de vassoura e uma tampa de lata de cera era o suficiente. Um pacotinho de bolas de gude era tudo para passarmos horas com “quero-tudo-não-dô-nada”, “limpas” e outros termos que usamos. Jogar bafo era sensacional, pois já molhávamos a palma da mão para grudar a figurinha. As meninas se contentavam com bonecas imensas ou minúsculas, mas que fossem da moda. Algumas até hoje existem. Juntos, brincávamos de polícia-e-ladrão com a ingenuidade de crianças. De médico, uma vez ou outra, mas quase todo mundo brincou. 12 de outubro. Dia de abraçarmos uns aos outros, visto que não somos mais crianças, mas fomos crianças privilegiadas. A educação e a criação que tivemos, repassamos hoje aos nossos filhos. Mas é diferente. É tudo diferente. Nossos valores não são os deles, mas eles sabem quais são os nossos. Ainda bem. Abraços às crianças de 45 pra mais. Abraços às crianças que foram – e são – felizes. Até pra semana. Boa semana a todos. Costa Kotzias. http://costakotzias.blogspot.com
Tia Mirtes se muda da Praça Tiradentes para a Benjamin Constant. O Edifício Orion ficava ao lado de minha casa. Um belo dia, alguém teve a idéia de fazer um campinho de vôlei no terreno baldio da esquina da Benjamin com a Saldanha da Gama. Passados alguns dias, lá estava o campinho de vôlei, pronto, com postes e rede. E aos sábados, a partir das 15 horas, todos nós nos encontrávamos ali para papear, jogar vôlei e reunir a turma. Vários encontros, vários jogos, vários momentos de alegria e prazer. Naqueles anos, ainda éramos jovens com perspectivas para um futuro que estava longe. Hoje, já chegou. E como jovens, as preocupações eram pequenas, tanto para meninos, quanto para as meninas. As programações eram diversas, muitos já estavam namorando, outras ainda não. Festas aqui e ali, reuniões em casa de amigos, cerveja e uísque davam o tom dos encontros. Havia quem preferisse vinho branco. Nestes anos, a boate do Sírio Libanês era o ponto de encontro. Mas dificilmente os que estavam namorando levavam as namoradas. Parecia uma tradição. Batia meia noite e todos os namorados iam embora. Dali a pouco, todos no Sírio. Som de primeira, ambiente legal, bebida barata, amigos e amigas que se encontravam ao som de Gloria Gaynor ou The Tramps. Uma noite, no Sírio, o show anunciado era com OS NOVOS BAIANOS, composição original com Baby Consuelo, Moraes Moreira e Pepeu Gomes. Aquilo lotou e eu assisti ao show lá da escada, sentadinho no degrau e prestando atenção à Preta, Pretinha, entre tantas outras músicas. Bela iniciativa da diretoria, na época formada pelo Carvalho, pelo Dado Bassetti, pelo Omarzinho Sabbag e mais alguns corajosos que conseguiram fazer com que o Sírio marcasse época. Até o decalque era disputadíssimo, com um libanês de perfil, desenhado pelo Fafo. Um tempo onde conhecemos algumas pessoas e pudemos aumentar ainda mais o número de amizades mesmo para quem não era do Paxazinho. E paralelo a isto, ainda tínhamos os Festivais de Maio, assunto que merece crônicas à parte, pois aí tem histórias, de monte. Não só pelas gincanas, mas também pelos shows e festas que aconteciam. Por ali passaram grandes nomes musicais e shows inesquecíveis, onde, com nossos cabelos compridos e as mini-saias à toda, vivemos uma época que não se repete mais, nem de longe. Mas na próxima, vamos lembrar de alguns para matar saudade e contar casos interessantes. Boa semana a todos. Costa Kotzias http://costakotzias.blogspot.com
WOODSTOCK foi o maior de todos os festivais de rock.
Realizado no fim de semana de 15 a 17 de agosto de 1969 em um Rancho em Bethel nos arredores de Nova York, reuniu as mais variadas tribos - Hippies, Hells Angel's, Beatnicks, Roqueiros, Warriors, Estudantes, Trabalhadores e até jovens freiras foram vistas por lá...rs.
O evento se chamava Woodstock Music & Art Fair e o slogan "três dias de paz e amor" e o valor do ingresso para o fim de semana era 18 dólares, mas a maior parte do público invadiu o local.
Seus organizadores, otimistas, aguardavam a chegada de 100 mil pessoas no mais ousado evento de rock até então, porém as espectativas foram superadas e o que se viu foi quase meio milhão de jovens curtindo 3 dias de mentes abertas, amor livre, droga liberada e muito rock ao som de Jimmy Hendrix, Joe Coker, Janis Joplin, The Who, Santana, Jefferson Airplane, Joan Baez e muitos outros, que hoje são lendas da música.
Com a aglomeração inesperada Woodstock teve problemas com a falta de comida, condições sanitárias precárias, atendimento médico deficiente, pessoas dormiam ao relento, e o consumo pra lá de exagerado de drogas e álcool.
Morreram 3 pessoas..... mas nasceram 3 crianças também...rs.....
O evento foi um marco para toda uma geração, e entrou para a história como auge e crespúculo do movimento hippie, que ali deixava a inocencia passiva de pedir “Faça Amor, Não Faça a Guerra” (Make Love, Not War, no contraponto da guerra do Vietnã) e se tornava uma geração de protestos mais agressivos e rebeldia incomodativa ao formalismo do “status quo” dominante - o “stabelichment”.
Enfim, no solo de WOODSTOCK germinou a semente das idéias da juventude da década de 70', ainda mais rebelde e mais insinuante e que acreditava realmente que podia transformar o mundo....confiram os 02 vídeos......BOM DOMINGO.
1 ano e 05 messes e 50.000 acessos – números que revelam o espírito da Turma Les Paxá. Seu passado marcante continua marcando o presente, e através da sua força mostra às novas gerações sua capacidade de mobilização e sentido de comunidade. Parabéns Turma Les Paxá.